Não sei se será um blog o local próprio para comentários deste género. Porém, como não sou jornalista, nem colaborador em nenhum órgão de informação, só me resta este espaço.
Tal como me apresentei no início deste blog, sou um cidadão. Com cidadão não posso ficar calado. "Quem cala consente" diz o povo.
Vem isto a propósito da já demasiado longa polémica sobre a actuação da justiça e do jornalismo.
Há dois artigos no jornal Público de Sábado, 25-10-03, que em conjunto, e em meu entender, colocam as coisas no seu lugar. São eles:"Um fracasso" de Pedro Magalhães e "Segredo de quê?" de Helena Matos.
Embora seja"lugar comum" só posso fazer minhas as suas palavras, e acrescentar.
Sou do tempo da rolha, da censura, da perseguição à liberdade do cidadão. Por isso, e não só por isso, prezo a Liberdade em todas as extensões que possamos ler o conceito Liberdade. Liberdade e Privacidade. Concordo que é preciso elevar a ética.
Todavia, não podem ser atacados os jornalistas por terem investigado, denunciado e informado. Parabéns! É o seu trabalho.
Não consta que os jornalistas, a sós ou em grupo, munidos de pá e picareta, tenham invadido os tribunais, as instituições ou a casa de alguem, para obterem as informações.
Não foram os jornalistas que fizeram escutas ilegais!
Não foram os jornalistas que deixaram intactas escutas que deviam ser destruídas!
Não foram os jornalistas que encobriram ou não investigaram casos nojentos que deviam ser julgados e punidos!
ALGUEM FOI!!!!!
Pedro Magalhães deixa uma pergunta, embora por outras palavras.
É preciso mudar, por onde começar?
Eu apenas direi, porque este texto já vai longo.
Cumpra-se a Constituição!... Puna-se quem não a cumprir!...