janeiro 27, 2004
Eu cuidei ser poesia
Tenho cantado esperanças...
Tenho falado d'amores...
Das saudades e dos sonhos
Com que embalo as minhas dores...
Entre os ventos suspirando
Vagas, ténues harmonias,
Tendes visto como correm
Minhas doudas fantasias.
E eu cuidei que era poesia
Todo esse louco sonhar...
Cuidei saber o que é vida
Só porque sei delirar...
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Antero de Quental
Publicado por João Norte em janeiro 27, 2004 02:47 PM
Relembrar sempre propositado. Um clássico a não esquecer.
:)**
delirar e embalar as minhas dores é uma forma de carinho de mim para mim.
Um rimar entre "delirar" com "acabar"... solitariamente num banco de jardim.
Delírio... descanso da alma, quando a lucidez já não aguenta mais as mesquinhas afrontas perpetradas pela medíocre normalidade.
Que pode a população esperar de uma nação que lança no desespero os mais lúcidos cidadãos? Em suma, aqueles que melhor a podiam servir!
Duvidar do legítimo discernimento, transforma-se na fórmula para aliviar o sofrimento.
1 mês... é muito tempo. na blogolândia.