janeiro 27, 2004

Eu cuidei ser poesia

Tenho cantado esperanças...
Tenho falado d'amores...
Das saudades e dos sonhos
Com que embalo as minhas dores...

Entre os ventos suspirando
Vagas, ténues harmonias,
Tendes visto como correm
Minhas doudas fantasias.

E eu cuidei que era poesia
Todo esse louco sonhar...
Cuidei saber o que é vida
Só porque sei delirar...
--------/-------
Antero de Quental

Publicado por João Norte em janeiro 27, 2004 02:47 PM
Comentários
Relembrar sempre propositado. Um clássico a não esquecer. :)** Afixado por: Sandra em janeiro 28, 2004 11:03 PM
delirar e embalar as minhas dores é uma forma de carinho de mim para mim. Afixado por: Louise em janeiro 30, 2004 01:09 PM
Um rimar entre "delirar" com "acabar"... solitariamente num banco de jardim. Afixado por: LE em janeiro 30, 2004 08:17 PM
Delírio... descanso da alma, quando a lucidez já não aguenta mais as mesquinhas afrontas perpetradas pela medíocre normalidade. Que pode a população esperar de uma nação que lança no desespero os mais lúcidos cidadãos? Em suma, aqueles que melhor a podiam servir! Duvidar do legítimo discernimento, transforma-se na fórmula para aliviar o sofrimento. Afixado por: Rodrigo Ribeiro em janeiro 31, 2004 03:43 PM
1 mês... é muito tempo. na blogolândia. Afixado por: hmbf em fevereiro 25, 2004 01:48 AM