março 11, 2004
O século da cobardia
O século XX foi o século da vitória da Democracia, da tecnologia, da comunicação.
Todos nós, especialmente aqueles que ainda viveram as ditaduras, conheceram os carros à manivela e os telefones de fios, tínhamos razões de regozijo pela época que estamos vivendo.
Porém, o século XXl está a revelar-se o século da cobardia.
Não é possível, por muitas razões que se queiram procurar, encontrar justificação e muito menos aceitação para actos cobardes de terrorismo. No terrorismo nunca há heróis,só há cobardes. As mortes nunca são úteis, nem justificadas, são sempre inútesi e lamentáveis.
Mais do que isso, não há povos ou nações ao abrigo deste flagelo. Mas há uns mais
sujeitos do que outros, dependendo das atitudes dos seus governos, muitas vezes sem que essas atitudes correspondam aos interesses do povo que governam. É o caso de Portugal neste momento. Penso que corremos sérios riscos deste fenómeno de morte se estender ao nosso território (rogo que não).
O governo português meteu-se desnecessariamente num ninho de vespas.
Publicado por João Norte em março 11, 2004 06:02 PM
Sobre o terrorismo estamos de acordo. Quanto ao resto tenho muitas dúvidas - as opiniões de vários especialistas divergem - Mas seja qual for a origem a situação é muito grave.
Quando escrevi isto (logo de manhã) desejava não ter
a certeza, embora todo o meu pensamento fosse nesse sentido. Agora 20h30 já todos sabemos.
A verdade é muito mais perigosa.
De facto, infelizmente tinhas razão!
Abraço
WB
Não caro João não foi o governo que se meteu num ninho de vespas, meteu, isso sim, todo o povo português com a irresponsabilidade em que se traduziu o apoio à invasão. Nós podemos muito bem vir a ser os senhores que se seguem no ajuste de contas. Os que sobreviverem depois que peçam responsabilidades ao 1º. ministro.
O lamentável no apoio à guerra nunca foi sermos atacados por terroristas e sim o motivo (inexistente) da mesma. Os interesses... os lobbies.
Enfim.
Está podre esta guerra desde o início.
A morte de inocentes NUNCA é justificada. Mesmo que a guerra fosse necessária não o seria.