março 16, 2004

TEMPO DE VIVER

Não se pode agarrar
o tempo que se perde
nem retê-lo em cada
pulsação;
O tempo que há-de vir
e aquele que há-de ficar,
também não;
Das suas ruínas
no topo das montanhas,
e as areias finas,
terá um efémero padrão
de imensidade,
mas no coração
do homem
na felicidade,
o efémero será ainda mais efémero,
e a verdade ainda mais verdade,
por isso me pergunto
quanto valho
nesta transitória odisseia:
Se o tempo me fez escravo
ou senhor,
ou se me quis apenas sonhador
de uma epopeia!
.../...
Roxy

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Este poema cedido pela nossa amiga Roxy
aguardava há tempo pela sua publicação devido à avaria no intro.vertido.
Hoje achei que ele se enquadra perfeitamente no tempo que vivemos
Mais uma vez obrigado à autora.

Publicado por João Norte em março 16, 2004 11:27 AM
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