O Dr. Paulo Portas com a seu palavreado fácil, (falar é sempre fácil pagar é que é difícil) vem justificar a compra dos submarinos dizendo que Portugal é soberano e tem o direito de defender as suas águas. Isto são daquelas verdades de que ninguém duvida e ninguém põe em causa. Mas este discurso serve apenas para desviar atenções e para satisfazer quem não pensa. Há quem entenda que Portugal não necessitaria de forças armadas. Eu não defendo isso, muito embora não goste de armas e muito menos de guerra. Porém sempre fomos uma nação que se afirmou no mundo e, já agora, devemos continuar a afirmar a nossa independência, apesar de esse conceito no ceio da União Europeia ser cada vez menos válido. Mas adiante.
O que eu não concordo, como muitos não concordam é na escolha dos submarinos como arma dos tempos actuais. O submarino é um navio muito caro, pesado e de baixa velocidade. A vigilância das nossas águas necessita de meios rápidos e tecnologicamente avançados. Precisamos de lanchas rápidas, aviões de controlo, radares etc. Penso ser nesse sentido que iam as opiniões da própria NATO. O dinheiro utilizado nos submarinos é completamente inútil. Talvez sirva para ocupar meia dúzia de oficiais ociosos e para dar enorme despesa de manutenção. O Dr. Paulo Portas não passa de um nacionalista barato e medieval. Talvez muitos se tenham esquecido, eu não esqueci, da sua verborreia contra a entrada na União Europeia e contra o Euro evocando a perda da nossa soberania, dos nossos símbolos etc, etc.
Outra falácia com que nos querem tapar os olhos são as contrapartidas. Tal como nos vêm dizer até parece que os construtores nos oferecem os submarinos e ainda mais não sei quantas coisas. As contrapartidas existiriam da mesma maneira se Portugal encomendasse fragatas ou outro navios que seriam muito mais úteis.
Enganam o povo, não todos, nem durante todo o tempo. Alguns estão acordados, outros mais irão acordando. Assim espero.