abril 23, 2004

A GNR no Iraque

Como se distorcem ideias e informações.

A minha opinião em relação à presença dos nossos militares da GNR no Iraque já é conhecida. Nunca deviam ter ido. Em minha opinião a sua eficácia é pouca e apenas serve para nos colocar aos olhos dos iraquianos como fazendo parte das forças de ocupação. Os nossos militares são 130 com armamento emprestado pelos italianos num conjunto de 155 mil militares. 1/1600. Alguém me convence da importância eficaz dos nossos soldados?! Todavia, estamos lá. Nunca defendi que as tropas que lá se encontram devam abandonar porque este ou aquele país foi atacado por terroristas, mas entendo que, aos olhos dos terroristas que alegam a ocupação do Iraque para o seu ódio, nós estamos lá. O que também não compreendo é a sanha arreganhada de alguns dos nossos comentadores e da nossa direita política, contra o actual governo espanhol. Zapatero retirou as tropas espanholas no cumprimento de uma promessa eleitoral. É um problema da soberania espanhola. Também não é verdade o que diz José Manuel Fernandes no Público de hoje (23-04-04) sobre o mandato das Nações Unidas. A resolução 1511, ponto 13 e 14, autoriza uma força multinacional sob comando unificado com a missão de assegurar as condições necessárias à transição de poderes e pede aos estados membros para, no quadro deste mandato contribuírem com assistência necessária, incluindo forças militares, para a missão da força multinacional. Ora, em meu entender, esta força, neste quadro nunca foi constituída. Não são as Nações Unidas que organizaram nem têm o comando, nem nos pediram coisa nenhuma, são os americanos com a arrogância e sem qualquer mandato da ONU.
Os nossos homens estão lá de forma ilegal, não são significativos pelo seu reduzido número e falta de armamento adequado, e colocaram Portugal numa situação que não nos ilustra antes nos arrisca.

Publicado por João Norte em abril 23, 2004 12:20 PM
Comentários
e qd os nossos gnrs foram para timor ao abrigo duma resoluçao identica? foi ilegal? os partidos de esquerda pediram para que saissem de lá? há hipocrisia. o presidente da república já explicou isso dezenas de vezes e alguém ouviu ou leu? só parecem ouvir o q interessa atacar: o governo! sejamos coentes, se fomos para timor, garantir a segurança de timorenses, mesmo matando indonesios e timorenses, estamos no iraque, nem q seja preciso matar iraquianos q nao tem culpa nenhuma, mas em legitima defesa de outros iraquianos q estão a ser vitimas de crimes. e a nossa gnr foi colocada lá para treinar a proxima policia iraquiana. agora é q é impossivel com a situação q os eua e a gb criaram, só q se pt assumiu essa responsabilidade internacional até 30/6 tem de cumpri-la, tendo em conta o q fe´z em timor! Afixado por: golfinho em abril 23, 2004 03:28 PM
Resposta a "golfinho" Eu não defendo que a n. GNR volte do Iraque sem cumprir a sua missão tal como n. P. da R. Penso que isso é claro no meu texto. Não concordo que tivessem ido pelas razões que também são claras Comparar com Timor é completamente errado.Timor foi uma colónia nossa que abandonámos sem protecção.Havia uma responsabilidade nossa. Não somos responsáveis pela invasão americana do Iraque. E a ONU não nos solicitou coisa nenhuma. Misturar alhos com bugalhos é que é incoerente. Lê os meus textos anteriores e talvez compreendas melhor a minha opinião. De qualquer forma obrigado pelo comentário. A discussão é importante. E tb não serei dono da verdade!... Afixado por: João Norte em abril 23, 2004 08:00 PM
Penso que a comparação que é feita no comentário anterior sobre a nossa presença em Timor é absolutamento despropositada. Por uma simples razão. Portugal foi responsável por ter abandonado Timor à sua sorte aquando da descolonização e consequentemente da anexação ilegal por parte da Indonésia. Por essa razão e exclusivamente por questões morais Portugal tinha obrigatoriamente de se envolver em Timor por forma a restituir-lhe a soberania que por sua culpa havia sido perdida. São situações que não têm qualquer semelhança. Afixado por: congeminações em abril 23, 2004 09:23 PM
O que é realidade, é que os GNR estão no Iraque, sobre mando do primeiro ministro de Portugal, sem o apoio dos outros orgãos de soberania. Se existisse mandato da ONU, não teriam ido os GNR, mas sim Militares. Mas como esta situação só poderia acontecer com a aprovação do PR, ouvido o concelho de estado, o primeiro ministro mandou os GNR, dado não necessitar da concordãncia de mais ninguém. Afixado por: jgonçalves em abril 23, 2004 09:36 PM
este blog é cada vez mais um espaço de discussão. interventivo. Afixado por: fernando esteves pinto em abril 23, 2004 10:43 PM
so 1 coisa. a gnr n esta mal ekipada, pelo contrario, estão muito bem armados com ekipamentos de ultima geração, posso ate dizer, capacetes com protecção de kevlar nivel 3, (o mais alto ke existe) coletes a prova de bala completos, todo o ekipamento pessoal necessario, e a nivel de armas posso dizer ke das armas ke eles possuem (ligeiras visto ke é um grupo virado para as operações especiais e não não para a guerra convencional) do armamento mais evoluido ke existe alias a arma de assalto usada pela gnr é mais recente e melhor ke a usada pelos americas ja ke estes usam a M-4 e a GNR já usa a HK G-36k cal 5.56mm nato, a kual inclusive vai substituir a m4 nos eua sob a designação de XM-8 e com algumas alterações esteticas, sendo ke a unica diferença real é a mira do tipo "red dot" ke revelou ter falhas, no entanto as G-36 portuguesas n usam a mira original. de resto possuem tb snipers com HK MSG-90's cal 7.62 nato, pistolas semi auto HK USP compact 9mm, pistolas-metralhadoras HK MP5SD6 9mm (silenciosa) e HK MP5KA6, e as velhinhas , mas bastante eficazes HK G3A4 cal 7,62mm, e a MG3. Kuanto aos italianos, eles so nos forneceram munições enkuanyo estas n cehgavam de barco, e veiculos pela mesma razão. mas ha muito ke isto foi resolvido. Afixado por: NOtePad em maio 19, 2004 08:03 PM