Bem aventurados os pobres de espírito.
Esta é uma frase atribuída a Cristo. Não sei se é dele ou não, mas sempre me fez confusão porque sendo Deus sabedoria absoluta, como podia fazer a apologia da idiotice.
Depois, muitos anos depois, outra figura polémica nos alerta. Erasmo na seu “Elogio da loucura”.
De facto, no país em que vivemos e na sociedade actual que nos rodeia, já não sei se, tanto Cristo como Erasmo não eram os únicos com razão.
Por cá, o governo ou desgoverno que temos continua, na sua arrogante maioria, a aprovar e a desaprovar que muito bem entende ou interessa aos seus confrades e que ninguém sensatamente aprovaria. Exp: a Lei de Bases da Educação. Privatiza tudo desde que haja interessados em comprar sem olhar minimamente aos interesses nacionais e muito menos do povo. Dizem-se e desdizem-se como peixeiras no mercado sem controlo nem orientação. Dão aos cidadãos os piores exemplos desde os gastos luxuosos em tempo de crise, nos “esquecimentos” ao fisco. O descontrolo no país é total. Ninguém se entende na Educação, nas Finanças, na justiça, na Saúde, na Economia.
Lá fora, no Iraque e no Médio Oriente a brutalidade e a insensatez assustam, espantam, horrorizam até os menos sensíveis.
E o mundo dos políticos, dos responsáveis, daqueles que em nome dos cidadãos, com o seu esforço, o seu sacrifício e o seu dinheiro, continua, impávido uns, impunes outros, coniventes alguns e alheios muitos.
Perante este triste panorama só os pobres de espírito e os loucos poderão ser felizes ou talvez menos infelizes.