maio 29, 2004

RAIVAAAAAA/Poesia

RAIVAAAAAA
Odeio-te!
Fazes a minha alma sangrar.
Fazes me não amar.
Quero sentir a tua boca junto do meu ouvido.
Ouvir-te gemer de desejo sem sentido.
O qual vou deixar insatisfeito.
Para poder transmitir.
A dor que criaste em mim.
Não tens pudor no teu amor,
Eu não tenho perdão para ti!
Vingas-te de mim!
Ao fazer nascer a chama,
Do amor pelo desejo.
Eu uno mundos de prazer e sentimentos!
Tu experimentas apenas aquilo que eu crio!
É isso que te faz viver!
Vejo-o no teu olhar desesperado pelo
Sentimento de possuir.
Olhar que me faz derreter.
Diluo-me em prazer.
Que nunca acaba por contentar,
A ansiedade da minha alma.
Odeio-te!
Quando te esvazias,
Enches-me da tua cobardia.
Que provem da tua insatisfação.
Os teus medos são os meus receios!
Odeio-te!
Porque me fazes ver ao espelho.
Odeio o teu desprendimento devido ao medo.
Fazes com que a minha alma escarneça
De fúria cheia de angustia.
Não tens coragem para me amares,
Para me acompanhares.
Escondes-te por trás do desejo imediato,
Perdes-te em mares de lençóis pérfidos.
De líquidos incompatíveis.
Sinto o que sentes!
Tenho o cordão que nos liga enrolado
A volta do meu pescoço.
Sinto o cheiro que libertas quando em êxtase.
Sinto o que anseias!
O que desejas,
Não te darei!
Juro que não o terás também!
Pela simples razão que te odeio.
Esse cordão que nos une,
Sufoca-me de tal modo.
Que sinto a vida a sair de mim.
Sinto a vaguear para que ela te possa atormentar.
És cruel no teu amar.
Roubas-me a felicidade!
Acrescentas-me saudade!
A qual é impossível de recrear e compensar.
Como te odeio e amo.
Sentimentos contraditórios que crias em mim
És o Deus que reina no meu inferno!
Por não compreender.
Por não conseguir romper,
O cordão que nos une.
Que faz de nós o mesmo.
Não o consigo cortar!
Não te posso mais amar!
Decido então odiar-te.
Publicado por Nadir em 12:55 AM | Comentários (0) | TrackBack (0)
maio 24, 2004

Unus Mundus

Os meus agradecimentos à autora por mais este belo poema

Publicado por João Norte em maio 29, 2004 06:17 PM
Comentários
Pretendo aqui em jeito de comentário, explicar porquê este poema da Nadir aqui hoje. Quando vi este poema no blogue Unus Mundus, tinha acabado de escrever o meu texto que está aqui em baixo. Achei interessante que duas pessoas versassem o mesmo tema se sequer se conhecerem e ao mesmo tempo. Para além da qualidade do poema que acho excelente pedia à Nadir para mo deixar (re)publicar logo no momento que o publicou para poder juntar com o texto. Afixado por: Joao Norte em maio 29, 2004 06:51 PM