São poucas as vezes que concordo com o José Pacheco Pereira, especialmente desde que ele virou acérrimo defensor de todas as asneiras feitas pelos americanos.
Hoje, porém, Pacheco Pereira tem no seu Abrupto um artigo sobre o interesse dos jornalistas apenas pelos assuntos de ”fofoca” e insulto pessoal e o desinteresse pelas questões importantes, nomeadamente pelas questões que estão em causa nestas eleições europeias.
Este desinteresse de alguns jornalistas (digo alguns) pelas coisas importantes é notória nas notícias diárias. Tenho muito respeito pela profissão de jornalista, mas como cidadão gostava que os media fossem utilizados no esclarecimento do público e não na seu maior obscurantismo.
Entendo competir ao jornalista como pessoa informada e com uma missão de informar saber escolher e dar ao público aquilo que realmente interessa ao país e não a (insultonovela) da baixa política.
De facto pouco tenho visto nos jornais e muito menos nas televisões, esclarecimentos ou debates sobre o que está em causa na EU e para que servem estas eleições. Isso sim contribuiria para diminuir a abstenção.
Dir-me-ão que compete ao cidadão estar informado. Eu digo o contrário. Compete ao jornalista informá-lo, sob pena do seu trabalho não ter sentido.