Os caminhos da vida nem sempre são direitos
Têm curvas e lombas, são muito estreitos,
Como as pessoas que todas têm defeitos.
A vida que vivemos e os caminhos que percorremos,
Não foi fácil, por vezes foi muito o que sofremos.
Não foi aquela que esperávamos,
Nem a dos planos que fizemos.
Foi outra, empurrada no sabor da circunstância,
Quase sempre vivia com sofrimento e ânsia,
Sem o leme, nem o motor nas nossas mãos,
Fomos guiados, talvez pelo destino,
Não sei, e a incerteza traz consigo a dor,
Passo a passo vencendo metas, com vigor.
Como quem desfaz os nós de corda feitos.
Procurando saberes formas, e preceitos
Desde dos remotos tempos de meninos,
Até os outros nos chamarem d’anciãos.
Com trabalho, algumas lágrimas, e suor,
Por vezes esquecendo até o próprio amor
Fomos, em cada dia, ganhando o pão.
Perdidos e encontrados, uma e outra vez,
Nos cruzamentos da boa e da má sorte.
Foi preciso agir com lucidez,
Agora há que manter a altivez
Porque, no fim desta estrada espera a morte.
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João Norte 25-05-04