Fechei os olhos e sonhei.
Sonhei que caminhávamos de mão dada,
no fundo do mar sem fim.
Os nossos corpos flutuavam,
na leveza do espírito infinito.
Teu corpo nu e sem pudor,
era belo, gracioso, sedutor.
Tu puxavas a minha mão,
O meu corpo e me beijavas.
Beijavas a minha boca, o meu peito.
Descendo, descendo com suave jeito,
Beijavas cada ponto do meu ser,
Do meu corpo,
Dos meus sentidos
Excitados pelos teus beijos.
E os nossos corpos tocavam-se.
Senti o teu calor,
O calor do teu corpo ardente
Na minha mente,
O teu corpo era uma Medusa,
Que pulsava
E sugava o meu corpo,
Que se desfazia no calor do teu corpo.
Todo o meu ser diluía,
Naquele mar imenso,
Onde toda a vida teve início e se renova.
A fome de amor se alimenta,
A paixão consome.
O teu corpo húmido,
Era um buraco negro no cosmo,
Consumindo a minha energia,
E eu desaparecia na suavidade
Espacial do teu ser,
No vazio do sonho.
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João Norte
Este poema foi por mim oferecido a uma amiga que muito estimo. É aqui publicado co a sua autorização.
Os meus agradecimentos.