junho 20, 2004
Foste Embora
O peso da tua ausência verga-me as costas.
No teu lugar fico a enorme escuridão.
Já não há estrelas que brilhem,
Na celeste imensidão.
Este que muito te amou,
Sofre agora a tua falta,
Porque a morte te ceifou
Olho as minhas mãos estendidas,
E não vejo os teus sinais,
Ninguém responde aos meus ais,
Ouço apenas o silêncio.
Que me vem do coração.
A casa ficou vazia,
O quarto sem calor.
Falta aqui o teu amor
Para amparo o teu regaço
Sinto do vazio cansaço,
Deste amor que não durou,
Não sei sequer o que faço.
A vida aqui não ficou,
Porque pariu contigo,
Com a morte
Voou no Espaço
João Norte
Publicado por João Norte em junho 20, 2004 10:44 AM
Vejo que andou a remexer nos baús das memórias, meu amigo.
Só podem ter sido boas, para A cantar dessa forma.
Um abraço amigo:
Zé Pinto Correia
E tinha de ser assim? Era inevitável?
nada podia ter sido feito? A vida não parte mesmo que o amor se vá! Fala quem já assim pensou. Abraço, BS
Quando falta o amor tudo é uma espécie de vazio, não é? Abraço, WB
Não te vergues.. não foste feito para caminhar vergado.
Voltei: nada pode ser assim tão definitivo...isto se atendermos a que se trata de um texto autobiográfico....Abraço, WB
És uma boa amiga Whiteball. É muito bom sentir pessoas com um coração tão grande assim.
Felizmente não se trata nada de real nem parecido é apenas criação poética. A única mulher na minha vida que morreu há alguns anos já foi minha mãe.
Mas agradeço a todos/as leitores que julgaram tratar-se de um texto autobiográfico e mostraram a sua amizade.É interessante como na blogoesfera se criam sentimentos entre quem escreve. É uma descoberta interessante.