Antes deste post coloquei aqui o anterior em forma de verso que pode dar a ideia de brincadeira. Porém o assunto é sério, muito sério. Muitas vezes discordei de Pacheco Pereira, embora sempre o considerasse pessoa de grande inteligência. E, se em ocasiões anteriores discordei e publiquei a minha discordância, é justo que, agora publique a minha concordância. Possivelmente o Pacheco Pereira não leu nem vai ler o meu blogue. Não é isso que me preocupa. Tenho por costume apenas dar explicações à minha consciência e é isso que vou continuar a fazer.
Neste momento já não é só o Pacheco, dentro do PSD a levantar a voz contra a nomeação imediata de outro primeiro ministro há mais a dizer o mesmo.
Claro que eles querem um congresso no PSD para legitimar a escolha. Ora eu entendo que os mesmos argumentos servem para qualquer português dizer que só eleições gerais poderão legitimar outro governo.
Há que esteja preocupado com a reacção do Presidente da República às manifestações de rua. Eu entendo que o nosso Presidente gosta que o deixem pensar e gosta de fazer cumprir a constituição. Todos lhe reconhecemos essa qualidade. Todavia penso que não tivemos na nossa democracia um momento político exactamente a este.
Por outro lado, se o Presidente iria com certeza ouvir várias pessoas importantes, é bom que ausculte (ou escute) também o povo anónimo.
Como cidadão anónimo mas já velho, que lutou pelo 25 de Abril, acho-me no direito de pedir calma mas não silêncio.
Há outras vozes já um pouco desesperadas apontando todos os que clamam por eleições como comunistas. Esse era o “ferrete” usado no tempo de Salazar para quem discordava.
O tempo é difícil, os apetites são muitos. Vamos manter a calma mas não deixando de fazer ouvia as nossa opiniões.