Há palhaços, acrobatas, malabaristas, contorcionistas, funâmbulos, cavaleiros, vendedores de pipocas, banha da cobra, pregoeiros e outros artistas.
Figurões entram e saem da sala dos espelhos vaidosos ou encolhidos conforme a figura que reflexo lhes prometeu.
Cavaleiros treinam já as corridas e os saltos de obstáculos. Malabaristas trocam entre si as bolas que voam de cá para lá, enquanto os funâmbulos tentam equilibrar-se no arame que os leve a outro trampolim.
O circo abriu as portas, os artistas afadigam-se na pista desordenada, enquanto o domador faz rugir ou calar as feras estalando o chicote.
As crianças olham gulosas as pipocas que o velho de óculos no nariz mexe dentro do caldeirão As mães contam os tostões para satisfazer a gula das criancinhas.
O chinês arruma vaidoso os seus brinquedos de guerra e faz alinhar os soldadinhos de chumbo.
Pregoeiros prometem novos remédios para mazelas antigas.
Os parolos, que pagaram bilhete, remexem as algibeiras procurando uma moeda para um copo de vinho que faça esquecer as agruras desta vida.
E o mestre de cerimónias mudou de palco e fala do outro lado da paliçada prometendo estar atento ás mudanças da feira e ao cumprimento das regras dos jogos.