Falou, disse (parte não disse) acusou, desmentiu, esclareceu e avisou.
Se alguém tinha dúvidas ficou esclarecido.
Há uma ambição do governo em controlar os média. Não há coincidências. As aparentemente desajeitadas declarações do ministro, ao mesmo tempo que Pais do Amaral convida Marcelo a deixar de criticar o governo, fazem parte de um plano da responsabilidade de Santana Lopes.
O grupo Media Capital necessita dos favores do governo, é uma ferramenta à mão para o controlo de uma enorme fatia de todos os meios de comunicação.
Junte-se a isto (que já é muito) o afastamento do próximo congresso do PSD de pessoas que podem ser incómodas M. Ferreira Leite, Pacheco Pereira, Marques Mendes, mais o órgão de propaganda do governo dirigido pelo mesmo ministro ( pau mandado).
Há mais.
As afirmações de Pais do Amaral sobre as hipotéticas pressões no tempo de Cavaco Silva prestam-se a muitas leituras ainda pouco claras, mas vêm reforçar a clareza de que tudo vem do primeiro ministro e da sua ânsia de conhecer e aplanar o caminho que o mantenha no poder ou ainda o leve a mais altos voos.
Uma coisa é certa; a liberdade de expressão e fiabilidade das notícias escritas ou faladas nos nossos media caminham para a miragem.