Jovem de origem caboverdiana, operária, julgada por crime de aborto através de medicamentos denunciada por um enfermeiro.
Não venho aqui falar de aborto. Já disse o que penso disso noutro texto.
Apenas direi que esta jovem podia ser filha de qualquer um de nós, irmã de qualquer de nós, a única diferença seria ter dinheiro ou não ter, mas isso faria a grande diferença.
Enquanto os juizes não conseguirem ver mais do que a lei que têm na sua frente, serem tão cegos como ela (lei) e não olharem à sua volta para a sociedade em que vivemos, vamos ter sempre alguma mulher, caboverdiana ou não, que passará por esta vergonha e nós todos com ela.