novembro 20, 2004
O Canto da Cigarra
Com tempo, se gasta o tempo,
O tempo que se demora,
Inseguro movimento
Até chegar nossa hora.
Toca o sino as badaladas.
Coração descompassado,
Desse pobre desgraçado,
Com vida cheia de nadas.
O tempo arrasta a desgraça
Os infortúnios da vida.
Por vezes não foi comprida
Tão rápido o tempo passa.
O tempo trás a velhice,
O que já não é novidade.
Quem não pensa sem vaidade
Na mente tem parvoíce
A cigarra passa o tempo
A cantar, sem nunca se aborrecer,
Quando não tem que comer,
Vai-se a música em desalento.
Se perdeste a mocidade
Sem cuidar do teu futuro,
O tempo trona-se duro
Com o passar da idade.
Jovem olha o futuro, agora enquanto é tempo.
O tempo não dura sempre
Porque as forças do presente
Só as terás no momento.
João Norte.
Publicado por João Norte em novembro 20, 2004 06:28 PM
Meu amigo, gosto desta sua vertente poética.
O Tempo acaba por ser inexorável. Ficarão as memórias.
Um abraço
manhã cedo as cigarras
em silêncio preparam
suas árias
david mourão-ferreira
pessoalmente tenho grande predilecção pelas cigarras. e o seu canto. o problema são as formigas, não é ? mas também há as que andam no carreiro em sentido contrário!
Obrigado pelas visitas e pelo apoio neste momento complicado que atravesso.
Um abração do
Zecatelhado
Pois é verdade amigo João, o tempo que passa não volta e esta nossa juventude anda muito distraída…
Esta vida são dois dias , a célebre frase que tanto esquecemos! Os jovens , assim como eu pensam que têm todo o tempo do mundo e não o aproveitam da melhor forma e perdem-se muitas vezes no caminho. Só quando já estão muito mais velhos se lembram da música "Ó TEMPO VOLTA PARA TRÁS" mas já é tarde demais , a juventude passou e não foi aproveitada!
Pelo que vou lendo sempre se confirma que neste aspecto os portugueses têm veia.São uns poetas e se calhar eu tambem.