Sempre considerei o José Pacheco Pereira um homem inteligente e muito culto. Alem disso, é um bom pensador, rápido na resposta e que escreve muito bem.
Nem sempre concordei com ele. Alem de eu não ser tão saltador como ele que, na sua perspicácia, consegue ver à distância onde estão os seus interesses e colocar-se na frente e assim passou de extrema esquerda para a Direita. Mas isso também são consequências da imaturidade juvenil que entretanto passaram.
Por vezes tenho pena dele.
Pena por vê-lo ser tão teimoso e, como todos os mortais, falhar nas suas “análises” e palpites.
Tive pena dele quando, teimosamente, defendia a autoria da ETA nos atentados de Madrid.
Tenho pena dele agora.
Tendo sido um dos que, sem rodeios, apontou a inqualificável capacidade de Santana Lopes para governar o país, tenha sido esse mesmo processo que o afastou de lugares importantes.
Tenho pena dele porque sendo o primeiro a clamar pela volta do “D. Sebastião” Cavaco, este fique sorrindo, com aquele sorriso espalha gafanhotos, que está muito bem fora da vida política.
O Cavaco nem sequer se deu ao trabalho de gastar muita pólvora, como o pato já voava de asa ferida por tanta pancada nas árvores das asneiras, limitou-se a dar o último tiro. Agora fica à espera de poder entrar na fotografia grande. Se vir que não tem hipótese ficará no seu sorriso, lembrado como o messias que não voltou, adorado pela sua tribo até ao juízo final.
E o Pacheco?
O que vai fazer o Pacheco nesta humilhação PSDista que se avizinha?