A liberdade a que todos os homens honesto aspiram e pela qual tantos deram a vida e outros continuam a lutar é um bem precioso.
Mas, pensarmos que é um estado absoluto que alguma vez se consegue atingir é pura ilusão. Conseguiremos ser mais ou menos livres ou, talvez dizendo melhor, termos mais ou menos limitações, conseguirmos mais ou menos respeito pelo nosso lugar na sociedade.
A Sociedade é e será sempre uma complexidade e sempre haverá quem mande e logo oprime e limita porque a minha liberdade acaba onde começa a liberdade do outro e o meu interesse se choca com o interesse de todos.
Vem isto a propósito de alguns raciocínios que tenho lido sobre as eleições e, sobretudo, no chamado voto útil. Melhor seria se este conceito não tivesse cabimento, e logo não seria usado nem reclamado.
Acontece que, no nosso sistema eleitoral, ele existe e é importante tê-lo em conta.
Não se pode votar só com o coração, isto é, só no partido da nossa simpatia ou em nenhum porque com nenhum se concorda. É preciso votar com inteligência.
Votar num partido de esquerda onde ele não elege deputados, votar em branco ou não votar porque os políticos são todos maus, é meter a cabeça na areia, dar o lugar aos outros. É VOTAR NOS OUITROS.
Às também me apetecia não votar ou votar em branco. Mas quando foi que o homem fez o que lhe apetecia? Nunca!
Votar com inteligência é mesmo e só votar onde o voto tiver valor útil.