Neste país onde cada governo faz luxo em parar, alterar, destruir o que o anterior fez, continuamos à espera que algum aprenda com os erros anteriores. Esperemos!
Há anos que se tem gasto dinheiro a rodos em mega projectos. Os planos não são cumpridos, os prazos também não. Os custos são sempre o dobro do que foi orçamentado e os proveitos muito reduzidos.
Foi assim com o Centro cultural de Belém, com a Expo 98, com as pontes, com os auto estradas, com o Porto 2001, com Coimbra capital da cultura, com a ponte sobre o Mondego, com A Casa da Música, com o Euro 2004 com os estádios de futebol.
O povo vai pagando.
O projecto do porto de Sines pouco aproveitamento tem por não se construíram os caminhos-de-ferro que ligariam à Europa.
Agora anunciam que o Alentejo e o Algarve, apenas porque temos dois meses de seca irão ter a água racionada. Porem, a 20, 30 ou 40 quilómetros temos a maior albufeira da Europa. O Alqueva. Cheia. Gastaram-se milhões para construir a barragem, mas o governo que agora ser corrido, não fez os canais de rega, não se fizeram condutas para levar a água onde era de prever que faltasse.
Gastaram-se milhões na máquina, parou-se por falta de um parafuso.
No Sec. XVlll, sem os meios técnicos que temos hoje, Portugal construiu um aqueduto de Torres Novas a Lisboa. Mais de 100 quilómetros.
Hoje com toda a maquinaria, com tubagens pré- fabricadas, não se fornece água às populações a 20 quilómetros duma albufeira cheia. – é o Suplício de Tântalo.
Os milhares de hectares que era previsto regar continuam secos, o campo alentejano abandonado.
Ou mudamos, ou será melhor pedirmos aos Espanhóis que tomem conta disto.