Sevilha.
Tuas torres ribeirinhas
São guardiões em memória,
No seu porte majestoso,
Dum passado glorioso.
Tuas vielas estreitinhas nos contam,
Por entre linhas,
Vários milénios de História.
Tuas palmeiras gigantes,
Procurando o céu em vão,
Teus minaretes convidam
À profunda meditação.
Na tua Arte de renda,
Há versículos do Corão.
Nas paredes passa o tempo, geração em geração.
Tuas ruas eu percorri,
Em constante contemplação.
Nos teus jardins aprendi,
Quanto pode o coração.
Nos teus palácios, eu li o valor da tradição.
Do sonho que o Homem cria,
Num contínuo renovar,
Nascem obras como Tu,
Para o mundo admirar.
Princesa murabitana, onde Ala irá reinar.
Em jardins d’encantamento
Se espraia o meu pensamento,
Preso por tanto te amar.
Por Ala, eu prometo,
Um dia irei voltar.
João Norte
Publicado por João Norte em março 14, 2005 06:22 PM