Passei os olhos pelo programa do governo e não vi lá aumento de impostos. Ainda bem!
Parece que o “recado” do Sr. Governador do Banco de Portugal não será (pelo menos) para já.
Todavia, quero dizer mais umas coisinhas sobre isto.
O Sr. Governador falou e logo vieram as “inteligências” do ambiente aplaudir. Eu concordo que é necessário implementar medidas que evitem o excesso de trânsito automóvel nas grandes cidades.
Mas os ambientalistas esqueceram que o aumento do preço dos automóveis será mais um entrave à renovação do parque automóvel e que um carro com mais de 10 anos polui tanto como cinco novos, mesmo os diesel. Isto para não falar na insegurança.
Esqueceram também que só a área de Lisboa e Porto dispõem de algo que se possa chamar de “rede de transportes públicos” e que, para muitos trabalhadores, o automóvel é o único meio de transporte para se deslocar para o trabalho.
Por exemplo, a minha mulher é professora e desloca-se todos dias úteis para 50 quilómetros de distância. Sabem os ambientalistas que transporte público ela teria? Não, não sabem! Eu digo-lhes, nenhum.
Sabem os ambientalistas quais os transportes públicos que existem entre, por exemplo, Caldas da Rainha e Alcanena? Nenhum. Santarém e Fátima? Nenhum. Freixo e Guarda? Nenhum!
Os Srs. ambientalistas conhecem Lisboa e, aí sim, sabe que o 49 liga ao bairro tal e o 31 à rua tal. Não conhecem mais nada deste Portugal dito profundo.
Mas voltando aos impostos.
Será necessário taxar o automóvel, que se aumente o IA dos carrões acima de 110 cavalos, os Ferraris, os grandes BMW, os Jaguares, etc, porque quem compra um desses, e há muitos neste país, não tem necessidade deles para se deslocar para o trabalho, nem ordenado de funcionário público.