Este é o nome de um blogue que visito regularmente. Faz parte dos meus favoritos porque em pequena quantidade tem alguns textos bonitos, mas sobretudo, porque o seu próprio nome me parece o mais adequado, o mais representativo do que é um blogue. – Algo de efémero.
Todos nós escrevemos por várias razões, porque uma necessidade interior nos impele, porque gostamos de ser lidos, porque gostamos de participar, de criticar etc, etc. Porém todos temos consciência de que este processo de escrita é efémero. É como pintar a giz no asfalto, desaparece rapidamente.
Penso que, alguns de nós, gostariam de ser escritores (quem não gostaria). Aí sim, as palavras imortalizam. São a única forma de verdadeira imortalidade.
Todavia, a escrita efémera vale apenas um momento, mas a própria vida pode resumir-se a um momento. Um momento em que alguém reparou em nós, em que conseguimos tocar a sensibilidade de alguém, despertar o sentido crítico do outro, apontar-lhe uma realidade que, até ali, não viu, ou proporcionar-lhe um infinitésimo momento de prazer na leitura.
O blogue vale sobretudo porque me permite comunicar, saber que, ao mesmo tempo do que eu, vivem muitas pessoas que escreve coisas belas, que são sensíveis, que vivem os dramas da vida como eu, que estão vivas, com quem eu posso comunicar agora porque amanhã já cá não estarei. Se alguém, amanhã, vier ler aquilo que eu, neste momento, estou a escrever, não serei eu a estar feliz, é ele. Eu estou feliz agora a ler aquilo que seres vivos como eu estão escrevendo.
Eis o fascínio dos blogues!