São muitos os loucos.
Não faltam, infelizmente, assuntos em que pensar neste pobre país em que vivemos.
País pobre, de 900 anos de história, com estatísticas que nos colocam a par daquilo que se convencionou chamar terceiro mundo, mas onde alguns sem escrúpulos sugam até ao tutano o que ainda há para sugar.
Parecem serem insaciáveis de poder e, com ele, acesso a grandes negociatas, num frenesim de enriquecimento desavergonhado. O barrete é para quem serve, e basta estar atento aos candidatos às autarcas para encontrar os apontados.
Somos um país de extremos, um povo de loucos.
Se a uns sobra astúcia, a outros falta o mínimo de discernimento para uma vida digna, mesmo que pobre. Diz o povo que o mais pobre é pobre de juízo.
Há à nossa volta tanta miséria que nos faz dó e revolta ao mesmo tempo. Muitas das pessoas que cruzam connosco, aparentemente normais, são loucos.
São loucos aqueles a quem o poder e o dinheiro nunca são suficientes para saciar a sua ambição. São loucos os pobres que torturam e matam os filhos, coisa que não fazem os próprios animais selvagens.
E eu pergunto.
- Onde estão os organismos responsáveis?
- Onde tem estado os governos que deviam ser uma entidade que punisse uns, educasse e apoiasse os outros?
- Onde está a responsabilidade de cada um de nós?
- Como nos sentimos cada um no seu lagar mais ou menos responsável?
- Eu sinto-me mal. E você?