Este assunto merece muito mais, mas a minha paciência tem limites.
Ninguém contesta a legalidade da acumulação de ordenados do Sr., parece haver muitos nas mesmas condições, tantos que duvido ser possível encontrar alguém capaz de exercer as funções de ministro que não esteja.
Possivelmente (esperemos que não) iremos ter o prof. Cavaco Silva como presidente da República a acumular a pensão de 1ºministro+ a de professor+ a de presidente.
É bom, por isso, que se ponha termo. Para isso, Sr ministro está em óptima situação, é razão da força da razão ( uma espécie de 2 em 1) não precisa olhar para o lado, sempre que se olha no espelho vê a situação que tem de mudar. Não se lhe desculpa recuos.
Há, no entanto, uma frase sua que deixou confuso. cito“ a pensão vem do fundo de pensões do Banco de Portugal, não contribui para o défice”.
De que défice fala o Sr. ministro? Será que o fundo de pensões do Banco de Portugal é suportado pelos espanhóis?
E quando fala de funcionários públicos não se inclui a si próprio por quê?
Já Mira Amaral e Celeste Cardona falavam assim. Estes srs. vivem noutra galáxia?
São estes raciocínios destes srs. Doutores que eu não entendo.