Portugal perdeu hoje duas figuras ímpares da sua história e da sua cultura.
Eugénio de Andrade e Álvaro Cunhal.
Do primeiro, penso que ninguém discorda de que foi uma das maiores figuras da cultura portuguesa da actualidade.
Do segundo, muitos conhecerão apenas a personalidade política. Passível de crítica, não se pode deixar de admirar a luta e a força com que se entregou aos seus ideais.
Mas tinha facetas que muitos não conhecem. Desenhador, pintor, escritor, historiador.
Não sou comunista, mas desde há muito que fazem parte da minha biblioteca livros e desenhos de Álvaro Cunhal, alguns executados na cadeia de Peniche.
A ambos as minhas homenagens.