Escuto o peso do Silêncio,
Que nos envolve.
A Lua, qual canoa mal escavada,
Parece envergonhada por existir.
E corre atrás do Sol que quer fugir,
Para deixar o calor dos nossos corpos incendiado.
O orvalho refresca a mente torturada
Das canseiras deste amor distanciado.
De quem ama,
E se deita nesta cama disfarçada.
O espírito foge do corpo já cansado
Porque voa em espaço ilimitado
Por estrelas que nos espreitam interessadas,
Num diálogo de palavras sussurradas,
No medo de que o vento as leve no segredo,
Porque apenas para ti foram criadas.
João Norte
Publicado por João Norte em junho 17, 2005 09:19 AM