Já ninguém tem dúvidas sobre os jogos do faz-de-conta deste governo, nem da infantilidade guerreira do ministro da defesa, e agora também das coisas do mar, que nos calhou em “pouca” sorte.
Que a Direita, e o governo dela que temos, queira mostrar à igreja mais reaccionária que está do lado dela, também não teríamos dúvidas, mas há limites até para a estupidez.
Não venho aqui discutir sobre o aborto. Já o fiz em textos anteriores neste espaço. Nem sequer da legalidade da entrada ou da sua proibição do chamado barco do aborto em águas portuguesas, deixo isso aos juristas que não sou.
No que eu acho que o nosso governo, pela mão do ministro da defesa, ultrapassou os limites do aceitável é no envio de um ou dois barcos de guerra para impedirem a entrada do barco.
Que eu saiba o pequeno barco não traz canhões a bordo nem declarou guerra a Portugal. Leio e ouço que pediu autorização e aguarda ordem para entrar em águas nacionais.
Se assim é, mostra respeito e serenidade, bastando, portanto a recusa dessa autorização para fazer valer, como dizem, a lei e soberania portuguesa. Porquê então o envio de forças navais de guerra?
Espectáculo?!... Para quem? Para satisfazer a cegueira populista da Igreja reaccionária? Será assim tão importante a votação desta franja da direita? Ou será pura estupidez do governo?
Se de espectáculo se trata, ele só nos envergonha aos olhos dos outros governos.
Entretanto o “espectáculo” é caro, e a factura pagamo-la todos nós.
O governo, no seu malabarismo económico/ financeiro, veio anunciar o adiamento do programa Polis. Não há dinheiro e as velhas cidades podem esperar e continuar a degradar-se até caírem.
Que não há muito dinheiro, todos já percebemos, embora o governo não tenha deixado de gastar em coisas desnecessárias. Não me refiro às secretárias e aos motoristas, isso, pelo menos, é trabalho para alguém e o dinheiro por cá fica.
Enquanto isso, D. “Nuno Portas, defensor do Reino, desdobra-se em contactos para a compra, ainda não se sabe quantos, mas serão dezenas porque menos não fará sentido, de Tanques de guerra.
Atenção Portugueses vêm aí os Espanhóis, concentremo-nos todos em Aljubarrota, os submarinos subirão o Lis donde bombardearão as posições inimigas.
Às armas...às armas.
Pobre País!...
Já sabia que os professores tinham razão, não é para admirar que o tribunal lhes venham confirmar essa razão.
Noutros textos anteriores critiquei o Sr. ministro pela forma pouco responsável como se referia ao problema da colocação dos professores. A irresponsabilidade continuada destes dois últimos governos brada aos céus. Lembro-me que o Sr. ministro David Justino dizia que se chegasse à conclusão que havia responsabilidades do Ministério as assumiria. Entretanto, o governo mudou, David Justino goza as suas férias descansado e voltará para a o seu lugar de deputado como se nada fosse com ele, a actual ministra não tem culpa. E os professores? Vão ficar fora das listas? As listas vão ser corrigidas? Quando serão colocados os professores?
Vem a Srª Ministra da ciência anunciar “demagogicamente” medidas para “empregar” os 40 mil licenciados sem trabalho. E os 30 mil professores que vão ficar de fora? Terão o ordenado a que tinham direito? Terão ao menos subsídio de desemprego? Ou passaremos a ter não 40 mas 70 mil licenciados sem trabalho?
Enquanto isto que escola vamos ter? Alunos que terão meses sem professor farão o quê?
No fim do ano, os professores terão sobre o seu trabalho a espada da estatística do aproveitamento
Para não criarem mais problemas do que aqueles que já têm, passarão o maior número de alunos, mesmo que a sua preparação tenha sido reduzida aos mínimos. E, assim, teremos cada vez mais alunos mal preparados a entrar nas faculdades e a saírem mal preparados também porque a preparação básica nunca a irão recuperar.
Governos que tanto apregoaram os defeitos da Educação são os mais responsáveis pelo seu maior afundamento. ( Pobre País)
Três semanas sem ler jornais deram para esquecer um pouco as notícias tristes deste país mas ainda soube algumas.
Soube coisas verdadeiramente interessantes como por exemplo a “novela Salvado” um director da PJ que se demite porque teve umas conversas descuidadas com um jornalista cheio de boas intenções. Não pensou o Director da PJ que as conversas estivessem a ser gravadas. Admite que falou demais, referiu-se a pessoas que não estavam nos processos, deu palpites. Tudo de boa fé.
Que ingénuo este Senhor!... Com tanta ingenuidade, como terá chegado a magistrado e director da PJ?
Eu lembro-me deste Senhor ser nomeado Director da PJ e logo demitiu a magistrada Dra Maria José Morgado que tinha entre mãos a investigação de crimes económicos. Lembro-me desta magistrada ter falado da ligação das autarquias, construção civil e futebol em processos de fuga ao fisco e outros crimes económicos. Lembro-me que este Senhor afastou os inspectores da PJ que investigavam o processo ” apito dourado”. Agora fora as conversas “ingénuas” com jornalistas que foram gravadas, que fora roubadas, cujos originais foram destruídos, etc, etc.
Responsabilidades?!... Ninguém tem!
Pronto!... Lá se foram as férias.
Olá amigos.
Antes de mais um grande abraço a todos os que por aqui passaram, e especialmente àqueles que deixaram o seu desejo de boas férias.
É muito bom receber amizade.
Desejo que todos se encontrem revitalizados para novo ano de trabalho.