setembro 29, 2004

QUE LISTAS !....

As listas saíram as trapalhadas continuaram.

Isto mais parece um filme surrealista do que colocação de professores. Até desapareceram escolas do mapa.

Viva a "competência"

Publicado por João Norte em 01:49 PM | Comentários (7)

eu disse....eu não disse.


Eu disse

Não foi isso que eu disse

Eu não disse.

Eu disse que não disse

Perguntaram-me e eu disse


(Explicações da ministra da Educação aos jornalistas)
Depois não querem que os políticos estejam desacreditados.

Publicado por João Norte em 01:05 PM | Comentários (6)

setembro 26, 2004

Porque Escrevo

Escrevo.
Umas vezes para esquecer outras para lembrar.
Para esquecer o mundo que me rodeia: a mentira, o cinismo, a hipocrisia, o interesse instalado e mal disfarçado daqueles que se acham donos do mundo e da vida dos outros como se de deuses se tratasse mas actuando como lobos esfaimados devorando.
Falta honestidade, falta dignidade, falta respeito pelos outros e, especialmente, pelos mais fracos.
Não se cilindram porque são necessários à gula e à ganância dos poderosos e dos ricos, deixam-se viver no limiar do possível. Parafusos de uma engrenagem bem montada explorada enquanto funciona e produz, para logo abandonada como ferro velho em qualquer lugar por onde se atira a sucata da humanidade.
Cada vez mais as sociedades urbanas senhoras do conhecimento avançado fruto desenvolvimento científico e tecnológico que resultaram de esforço de toda a humanidade, se encontram mais desumanas.
Cada vez mais o homem se encontra desenraizado, de costas para a Natureza que o criou e ignorando a sua harmonia.
Cada vez mais o homem se empenha na exploração e roubo do outro como se as riquezas do Planeta não pertencessem a todos.
Cada vez mais as religiões dominam os homens pela mentira, exactamente no sentido contrário aos ensinamentos que lhe estão na base.
Que Deuses são estes?
Que homens são estes?
Então, eu escrevo para lembrar a minha infância, ingénua e sã onde o amor era mesmo amor, o vizinho era mesmo o vizinho, o outro era um amigo.
Escrevo para recordar os que amei e que guardo com a mesma pureza com que os amei. As palavras que escrevo são o elo de ligação com eles, estejam onde estiverem. Escrevo porque as palavras encontrarão outros que pensam e sentem como eu. Estes sãos os amigos de agora. Próximos ou longínquos. Importa apenas que sintam como eu, mesmo que não pensem como eu.

Publicado por João Norte em 12:33 PM | Comentários (15)

setembro 25, 2004

Bravo!...Bravo!...

Bravo!...
Ficámos a saber, pela boca do sr. ministro Morais Sarmento, que os professores, para além de não lhe merecerem nenhum respeito, nem sequer têm direito a família.

Cito o sr. ministro. “ o governo pede desculpa às famílias não aos professores”

Eu sou professor, a minha mulher é professora não sabe onde vai ficar a trabalhar, temos uma filha de 6 anos que já devia estar na escola e não sabemos quando entrará, os pais vão um para cada lado.

De facto. Nós e muitos outros não podemos continuar a ter família. O Salazar ao menos dizia que “os professores tinham de ser sacerdotes” era mais honesto.

Publicado por João Norte em 08:30 PM | Comentários (4)

setembro 23, 2004

Mais um para o grande tacho.

Celeste Cardona na CGD.

Que habilitações especiais tem a senhora para administradora da Caixa Geral de Depósitos?

Apenas porque foi ministra da justiça? Não lhe encontraram outro emprego? Quando foi para ministra não tinha nenhum emprego para onde voltar?

Teremos mais uma próxima reforma antecipada de 18000 euros?

É um fartar vilanagem.

Pobre povo!.... que nunca foi tão roubado.

Publicado por João Norte em 02:20 PM | Comentários (5)

setembro 22, 2004

Trapalhadas & Mentiras

Uma trapalhada com muitas inverdades à mistura.

Chegarmos a este ponto no processo de colocação de professores, dá-nos a suficiente imagem da incompetência dos últimos governos.
Se os funcionários do ministério vão ser capazes de fazer à mão aquilo que até agora técnicos e computadores não foram capazes mostra-nos que o processo não é complicado, a incompetência é que foi muita.

Entretanto, para além dos prejuízos causados a muitos especialmente aos professores, há ainda muita coisa por esclarecer.

Só agora, perante o descalabro total, o país inteiro soube que não eram os “malandros2 dos funcionários públicos que não eram capazes de colocar os professores, mas uma empresa privada. Até ao último momento a senhora ministra falou num grupo de funcionários do ministério. Chegou mesmo a tentar fazer passar a mensagem de que teriam sido dois funcionários colocados no tempo do governo PS que teriam boicotado o sistema.

Assistimos assim, por um lado à tentativa de descredibilização do sector publico, e por outro, à procura de bodes expiatórios e a partiderização do problema.

Também só agora se sabe quem é a empresa que tinha sido encarregue do processo.
Começam agora a aparecer algumas ligações que lançam dúvidas na transparência porque indiciam haver ligações pessoais entre a empresa e o partido no poder.

Falta informarem-nos quanto é que o povo pagou por esta trapalhada que prejudicou toda a gente.
Mais uma vez os órgãos de informação estiveram calados quanto ao principal.

O cidadão tem o direito de ser indemnizado ( e se não tem deveria ter) pela perda dos seus direitos, das suas economias e as suas aspirações.

A incompetência do ex-ministro David Justino prejudicou milhares de cidadãos. Não basta pedir consequências políticas, ele continua na Assembleia da República recebendo o ordenado e benesses a que não tem direito, pavoneando-se como grande sabedor, os funcionários respondem pela sua incompetência.
Esse senhor deveria responder perante os tribunais.

O que irá fazer o promotor público?
Calar-se? Com certeza!

Publicado por João Norte em 02:08 PM | Comentários (5)

setembro 21, 2004

O Autoritarismo confunde o cidadão lll

O homem está dividido entre as convulsões da iniquidade e a letargia do aborrecimento ( Voltaire)

O cidadão desenvolve uma relação ambígua com o poder, que oscila entre o temor, que leva à cobardia e a revolta que pode levar a actos subversivos; mas como a educação do cidadão se baseia na adaptação progressiva e comportamentos cobardes, as principais referências culturais presentes na formação do cidadão levam-no a inferir, que quanto mais cedo aprender as regras do jogo, mais depressa poderá tirar proveito dessa aliança com a mentira” ( Rodrigo Ribeiro)

Numa insistência que me é própria e que tento oferecer àqueles que me lêem aqui fica mais uma achega nesta discussão.

O que tem feito a educação pelo cidadão?
Como muito bem refere o Rodrigo, a educação tem por base a adaptação do cidadão. Isto é um princípio geral. Mas a educação devia ter por objectivo a formação do cidadão de forma a ensiná-lo a discernir.
Todavia, este objectivo implicava à partida que o educador, incluindo como educador a família, a escola e a própria sociedade, tivesse consciência das necessidades desse discernimento e da necessária capacidade do indivíduo para lutar contra aquilo a que o Rodrigo chama “ aliança com a mentira”. Isto é, implica a formação e a coragem de cada um em não se deixar moldar pelo sistema e a sua luta permanente contra ele.
Têm os educadores esse discernimento e essa coragem? Têm capacidade de análise de que vivem envolvidos e moldados pela mentira? Fornece a sociedade, as instituições educativas ( Escola, Igreja e Família) ferramentas mentais, conhecimentos científicos e morais para que o cidadão se sinta seguro?
Não!
Isso não interessa ao sistema que usa a mentira como forma de manter o jugo do indivíduo. Assim ao indivíduo, sem conhecimentos, sem capacidade de discernir, apenas resta a capacidade mais ou menos camaleónica da sobrevivência pela adaptação às regras do jogo e de aliança com a própria mentir.
É um ciclo que nos envolve e contra o qual todos os que temos consciência e capacidade de análise não podemos deixar de lutar.

Publicado por João Norte em 03:04 PM | Comentários (2)

Ministério da Educação.

Qualquer comentário é perda de tempo.

"Não dês pérolas a porcos" !....

Publicado por João Norte em 10:59 AM | Comentários (1)

setembro 19, 2004

O Autoritarismo confunde ( continuação)

Num dos meus textos anteriores escrevi sobre a confusão que o auritarismo lança na formação do cidadão, partindo de um texto do Rodrigo Ribeiro, prometendo voltar ao assunto.
Depois de reler o texto cheguei facilmente à conclusão que não esreveria nada melhor, nada mais claro do que aquilo que ele escreveu pelo que, com a devida vénia e apenas pretendendo que mais pessoas atentem neste tema, tomei a liberdade de transcrever parte dele.
Com um abraço ao autor.

"A relação de reverência/aversão com o autoritarismo, confunde o cidadão.
O autoritarismo não subjuga completamente o cidadão, confunde-o. O cidadão desenvolve uma relação ambígua com o poder, que oscila entre o temor, que leva à cobardia e a revolta que pode levar a actos subversivos; mas como a educação do cidadão se baseia na adaptação progressiva e comportamentos cobardes, as principais referências culturais presentes na formação do cidadão levam-no a inferir, que quanto mais cedo aprender as regras do jogo,mais depressa poderá tirar proveito dessa aliança com a mentira, e mentira porquê? Porque o que acontece na verdade, é um processo precoce de aniquilamento da consciência, quer isto dizer, que o ser humano é enterrado vivo, antes de ter possibilidade de reconhecer a face do seu rosto humano.
O cidadão comum «respeita» os dissidentes, os que se revoltam contra as injustiças praticadas ao abrigo do estado de direito e da ordem pública, mas só em momentos de crise seria capaz em desespero de causa afrontar o sistema, e mesmo assim, não saberia como lidar com a situação, um vida inteira devotada a corromper os valores da vida, da liberdade de pensamento, a adaptar-se às mentiras, a menosprezar as petições apresentadas pela consciência, as consequências de hábitos tão perversos não se pagam num momento de fúria contra o sistema, seja lá porque motivo for. O cidadão vive dividido, entre essa vontade intíma de socorrer a parte de si mesmo que sente ser a mais importante e que definha todos os dias um pouco mais, e a necessidade de se afirmar numa sociedade cruel e impiedosa, que supostamente protege os audases, que me certa medida se confundem com os mesquinhos (as excepções, porventura confirmarão a regra); neste confronto desigual ganha a cobardia, ou seja, ganha a mentira.
Na relação ambígua amor/ódio com o autoritarismo quotidiano dissipa o cidadão recursos animícos e criativos imprescindíveis à descoberta e desenvolvimento da consciência de identidade, o seu mais precioso bem, em que local místico, «oculto» supõe o ser humano que brotam as límpidas águas da liberdade incondicional de ser e comunicar? "

Publicado por João Norte em 11:47 AM | Comentários (3)

setembro 18, 2004

Obsceno

O Ministro Bagão Félix chamou à reforma de Mira Amaral de 18000 Euros obsceno.

De facto eu ( e muitos como eu) senti-me fodido.

Publicado por João Norte em 10:59 AM | Comentários (2)

setembro 15, 2004

O Autoritarismo confude o cidadão.

O autoritarismo não subjuga completamente o cidadão confunde-o ..”

Começa assim um texto publicado por Rodrido Ribeiro no seu blogue ( O emergir vespertino da quotidiana esterilidade), texto que recomendo. É extenso mas vale a pena ler com atenção.

Este tema desenvolvido pelo Rodrigo coloca-nos no centro de uma questão de muitos portugueses , senão a maioria, parece não ter consciência quando deveria tê-la há muito e, enquanto a não tiver, o nosso país nunca terá um desenvolvimento e uma sociedade democrática.
Falo da consciência de cidadania.
Só a consciência plena deste conceito, do funcionamento que deve ter um estado democrático e das suas regras poderão fazer funcionar a sociedade livre e responsavelmente.
O que acontece em Portugal, infelizmente não só, mas falemos do que nos é mais próximo, é que a falta desta consciência não se situa apenas nos escalões menos instruídos da sociedade, mas em todos ou até mais acentuado nos escalões de superior instrução e por isso ocupando lugares de governo quer se trate da política propriamente dita como também da gestão da economia.
E não é só mazela das classes mais desfavorecidas, é de todos.
Como diz o Rodrigo educa-se no autoritarismo e confunde-se o cidadão.
Confunde-se a estrutura mental de tal forma que poucos sabem o que são os seus direitos e os seu deveres dentro de uma sociedade democraticamente organizada.
Esta falta de consciência e de formação cívica leva imediatamente aqueles que ocupam os lugares cimeiros da sociedades a tratar os outros cidadãos com arrogância, muitas vezes com desprezo, não pensando sequer que só ocupa esse lugar porque a sociedade existe no seu todo, são os outros cidadãos que lhe pagam e são a razão da existência dos lugares por si ocupados.
Se dissermos a qualquer dos nossos governantes, gestores, magistrados, médicos, funcionários, autarcas, presidentes de quaisquer instituições por mais importantes que elas sejam, que os outros cidadãos, mesmo os mais pobres, são os seus patrões, farão, com toda a certeza, a maior cara de espanto.
Isto é tanto mais grave quando se estende aos sacerdotes das várias religiões que, como os outros titulares, se substituem ao próprio deus e manobram o ser humano na sua característica mais influenciável – a emoção e a fé – e, conscientes ou não, arrastam as multidões para comportamentos brutais o de completa subserviência.
Da mesma forma se dissermos ao vulgar cidadão que o primeiro ministro, o presidente da República é seu funcionário, que está a gastar do dinheiro que também é seu ( ou deveria ser) obteremos o mesmo espanto.
Este problema, que é estrutural, estende-se a todos os quadros intermédios. Perguntemos a um militar, a um polícia a qualquer elemento se segurança quais são os seus deveres, todos responderão – defender a Nação. Mas se perguntarmos o que é a nação? Dirão que é o governo as instância superiores e nunca o povo na sua base. Isto explica, em grande parte, a brutalidade ou o comportamento bajulador aos superiores das chamadas forças da ordem.
Eis aqui, por outras palavras, a grande “confusão” gerada por uma educação errada, desenvolvida pelo Rodrigo Ribeiro.

Continua em texto próximo.

Publicado por João Norte em 04:24 PM | Comentários (2)

setembro 14, 2004

Não Escondas O Teu Rosto

Se passares por mim não esconda o teu rosto. Ele continua a ser jovem, lindo, e fresco como quando nos amámos. Fizemos juras de amor como se tivéssemos nas nossas mãos o destino das nossas vidas. Juras de amor até que a morte nos levasse. Tínhamos uma ideia de morte como coisa longínqua. Mas não foi a morte que nos separou, foram as circunstâncias cuja força nós não conhecíamos. Seria o destino? Talvez. Não sei.
O tempo passou mas a memória persiste e a memória é a nossa diva. Percorri o espaço em que vivemos memórias, recordações dum passado onde fomos felizes, onde os nossos pais e os nossos avós viveram e onde deviam permanecer essas referências que construíram a memória colectiva que nos unia. Tudo o que nos rodeava mudou. O ribeiro de água fresca que nós bebíamos é agora um fio de esgoto. Já não há pássaros a cantar nas árvores melodias que embalavam o nosso amor, porque já não há árvores.. O velho carvalho junto à fonte, companheiro e esconderijo dos nossos encontros, já não existe. As frescas hortas onde caçávamos borboletas já não existem. No seu lugar crescem moradias de novos ricos, de telhados estrangeirados, com gradeamentos dourados e palmeiras no quintal, como se quisessem transformar a nossa velha aldeia em qualquer paisagem norte africana.
É o progresso, dizem-nos. Que progresso?
Como dói ver desaparecer todas as referências dos amores vividos. Como dói ver desaparecer todos os lugares que acolheram os nossos sentimentos, os caminhos que percorremos de mãos dadas. Tudo aquilo nos corria nas veias como o sangue que nos alimentava. Tudo aquilo escorria nos beijos que trocávamos. Como dói ver o nosso mundo transformado em nada que nos diga respeito ou em coisa nenhuma. Como dói ver transformar a Natureza viva, fresca e bela em decadência e mau gosto, onde o verde e o colorido das flores silvestres deram lugar ao betão e às pedras da calçada sem relevo.
Porém, na minha memória, existe tudo como quando segurava esse teu rosto, belo e frágil, que temia quebrar com a força do desejo de o beijar. As rugas que ambos temos não alteraram os sentidos, antes nos tornaram mais sensíveis e, na incapacidade de fazer voltar o tempo aos dias da nossa infância, revivemo-lo na lembrança dos momentos felizes que passámos.
Toda a vida vale a pena se dela guardarmos as recordações dos gestos mais felizes.

Publicado por João Norte em 06:05 PM | Comentários (5)

setembro 13, 2004

A doença Bipolar.

O governo sofre de “ bipolaridade” É uma doença até há pouco tempo desconhecida e que se caracteriza por os pacientes mudarem de opinião e de atitude de um momento para o outro sem que se lembrem e se responsabilizem pelos estados psíquicos e atitudes anteriores. Isto é o que pude ler via internet, pois não sou médico nem especialista nesta matéria, mas os sintomas são tão evidentes que mesmo um leigo como eu se apercebe facilmente.
Num dia o primeiro ministro vem-nos dizer que o seu governo terá em atenção os ordenados dos funcionários públicos se a economia crescer, no outro dia vem dizer que a economia está a crescer mas terá que ter em conta as finanças e não haverá mais de 1% no outro dia , afinal vai haver como não havia há anos.
Num dia vem dizer que tudo se deve debater, que não leis tabu e o aborto também não é, e no outro vem dizer que a discussão é lá mais para diante e mudanças não contem com elas. É assim uma espécie de “ não sei do que falas podes ter razão mas eu discordo”
Num dia vem dizer que o IRS será revisto, no dia seguinte que as taxas não mudarão.
Num dia vem dizer não haverá aumento de impostos, no outro vem anunciar as portagens em vias até aqui isentas como a Via do Infante que tem mais de carreiro do que de auto-estrada.
Num dia vem dizer que as taxas moderadoras na saúde vão ser conforme os rendimento, no outro vem dizer que não é assim mas que será o pagamento dos cuidados de saúde que serão conforme os rendimentos que vai haver um cartão. Julga este senhor que os ricos que não pagam impostos vão às consultas aos centros de saúde? E as clínicas privadas?
Não será necessário antes disso acabar com o sigilo bancário e, assim, sabermos os verdadeiros rendimentos de cada um?
Num dia vem dizer que as rendas de casa vão aumentar, no outro vem dizer que só as em que o senhorio fizer obras (essas já eram).
Enfim podia continuar com o faço não faço deste governo mas não vale a pena.
A explicação só pode ser do for mental. Ou este senhor sofre de doença incurável ou continua a fazer de nós todos parvos.

Publicado por João Norte em 05:00 PM | Comentários (18)

setembro 06, 2004

Governo Caloteiro


Muitos contribuintes como eu aguardam devolução do IRS.
No tempo dos governos a que estes chamaram “de tanga” sempre recebi nos fins do mês de Agosto.
A data limite para devolução é a 31 de Agosto, segundo o calendário fiscal do ministério da finanças.
Hoje, como não tinha nenhuma indicação dirigi-me à repartição de finanças do meu concelho.
Fiquei a saber que tenho a receber, que já processado e quanto tenho a receber.
À pergunta – quando? A resposta da funcionária foi um encolher de ombros
- não faço ideia.
Que esperam os órgãos de informação para divulgarem esta situação?

Publicado por João Norte em 06:42 PM | Comentários (7)

setembro 03, 2004

O século da cobardia.

Ainda em choque reponho aqui um texto publicado neste espaço na data indicada, e que pode ser relido clicando em arquivo de Março.

Não lhe altero nada por me parecer que continua actual. Apenas acrescentaria que quando falo em terrorismo não excluo nem Bushs nem Putins, nem outros do mesmo género.

Quando, no virar do século, pensávamos que a paz seria mais fácil e a democracia um dado adquirido, estávamos todos enganados.

Como homem sinto horror e vergonha.


O século da cobardia
O século XX foi o século da vitória da Democracia, da tecnologia, da comunicação.
Todos nós, especialmente aqueles que ainda viveram as ditaduras, conheceram os carros à manivela e os telefones de fios, tínhamos razões de regozijo pela época que estamos vivendo.
Porém, o século XXl está a revelar-se o século da cobardia.
Não é possível, por muitas razões que se queiram procurar, encontrar justificação e muito menos aceitação para actos cobardes de terrorismo. No terrorismo nunca há heróis, só há cobardes. As mortes nunca são úteis, nem justificadas, são sempre inúteis e lamentáveis.
Mais do que isso, não há povos ou nações ao abrigo deste flagelo. Mas há uns mais
sujeitos do que outros, dependendo das atitudes dos seus governos, muitas vezes sem que essas atitudes correspondam aos interesses do povo que governam. É o caso de Portugal neste momento. Penso que corremos sérios riscos deste fenómeno de morte se estender ao nosso território (rogo que não).
O governo português meteu-se desnecessariamente num ninho de vespas.
Publicado por João Norte em 06:02 PM |

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Publicado por João Norte em 09:56 PM | Comentários (4)

setembro 01, 2004

Brincando com coisas sérias.

Esta novela do barco do aborto ainda vai dando para nos distrair por mais uns dias.
Estava eu aqui numa pausa de trabalho a pensar neste governo que nos vai desgovernando.
Não conheço pessoalmente nenhum dos nossos governantes, são jovens ilustres e não sou nem uma coisa nem outra. Por isso tudo o que digo é por ouvir dizer.
Mas, se bem me lembro, como diria o saudoso Professor Vitorino Nemésio, o nosso primeiro é apelidado nas revistas cor-de-rosa e nos jornais madrilenos de D. Juan a que nenhuma “Lolita” escapava. Não terá nenhuma se esquecido de tomar a pílula?
Já no que respeita ao mui católico ministro do mar não consta nada disso. Consta que é solteiro e logo como bom católico, acérrimo defensor da moral e bons costumes, com certeza virgem. ( submarino que nunca levantou o periscópio). Pena que seja um pouco como as crianças, quando se lhe dão muitos brinquedos pegam sempre no maior.
Assim, se em vez de mandar corvetas, aviões F16, que toda a gente viu a cruzar os ares, e outros meios pesados de guerra (há quem afirme ter visto um exército de freiras de foice em riste) tivesse mandado uma pequena lancha com dois marujos entregar um recado ao barco para se fazer ao largo, nada disto teria acontecido.
Tinha o Sr. ministro um meio muito mais eficaz e discreto: um submarino. Consta que o velho “Barracuda” ainda navega. Ora o submarino, navegando silenciosamente a 250 pés de profundidade, aproximava-se do barco intruso, subia um pouco, punha de fora o periscópio e espreitava. Se houvesse coisa pronta para o aborto, emergia das profundezas tal “ Adamastor” e Alto!... que nestes mares manda El Rei D. Portas! Se não houvesse coisa para o aborto, já que com a propaganda até o bispo concorda, o Barracuda voltava a mergulhar e deslizava para a base e não se falava mais nisso.
Porém, agora o problema já não já não são só os deputados de esquerda que vão para lá fazer barulho que, com as ondas, ninguém ouve, é o Sr. Presidente.
Ora o Sr. Presidente garantiu-nos que ia manter estes governantes de rédea curta. O sr ministro mexeu com o comando supremo, e aí, o Sr. Presidente quer explicações.
Bem diz D. Torgal Ferreira. “ Para quê tanta confusão”.

Publicado por João Norte em 06:10 PM | Comentários (10)