fevereiro 27, 2005

Passeio recomendado.


Sexta e Sábado fui à Serra da Estrela. Está linda.

Recomendo as fotografias publogadas pelo João Tilly

Valeu a pena o passeio e recomendo.

Publicado por João Norte em 11:01 AM | Comentários (5)

fevereiro 23, 2005

As tuas mãos.

As tuas mãos são a extensão da tua alma.
Com elas fazes os gestos que exteriorizam os teus sentimentos. As tuas palavras podem ser bonitas ou feias mas serem, pensadas, ponderadas e falsas. Os teus gesto são mais verdadeiros, porque são geralmente mais espontâneos. E quando escreves é com as mãos que registas as palavras que, de outro modo, se perderiam no espaço vazio.
Com as mãos escreves ou apagas os registo da tua vida. Com as mãos fazes poesia, executas os sons da música, pintas as telas que hão-de imortalizar.
É com as mãos que ganhas o teu pão. É com a mão que apontas o teu caminho e o que te perguntam.
É a mão que tu estendes quando pedes e é com ela que entregas quando dás. A mão que cumprimenta num gesto de boas vindas é a mesma que acena na despedida.
É com a mão que afagas o rosto de uma criança, muitas vezes sem um única palavra, e ela compreende muito mais cedo o teu gesto do que as palavras. Com as mãos lhe dás o colo. Com as mãos tu ampares o velho no caminho do resto da vida, quando as forças já falecem.
É com as mãos que percorres o corpo que amas, e comunicas quando as palavras se esgotaram, porque o gesto não se esgota e a linguagem das mãos todos entendem.

Publicado por João Norte em 06:31 PM | Comentários (3)

fevereiro 22, 2005

Pelo menos temos Esperança.

Durante algum tempo espero não falar em política, por não ter necessidade de o fazer.

A esperança é grande, mas não há ilusões nem se esperam milagres.

Publicado por João Norte em 06:06 PM | Comentários (3)

fevereiro 21, 2005

RIR

Rir.... ainda não fiz outra coisa.


Talvez vá ler umas histórias.

Publicado por João Norte em 03:24 PM | Comentários (0)

fevereiro 18, 2005

Só mais uma achega.

A PSP protesta, e com razão, a falta de condições da nossa e da sua própria segurança.

O ainda ministro Paulo Portas, com o seu ar de cínico triunfalista, remordeu já não lembro o quê.

O que eu lembro é que ele assinou a compra de 260 carros blindados que para nada servem e dois submarinos que servem menos que nada.

Apenas o custo de um submarino seria suficiente para equipar a PSP com meios modernos de segurança.

Quando eu ( ou qualquer cidadão) circula nas cidades, não serão nunca os submarinos nem os carros blindados que patrulham a noite e nos podem oferecer alguma segurança. É a PSP.


Publicado por João Norte em 03:02 PM | Comentários (5)

fevereiro 17, 2005

Vá Votar ou Cale-se!...

Vá votar! ... Ou não venha depois dizer que não tem culpa.

Para que fique bem claro, como eu gostaria que ficasse aquilo que vou dizer, começarei por dizer o que me apetecia fazer:
NÃO VOTAR.
Mandar todos os candidatos à merda (desculpem-me) mas é isto que sinto.
Como diz a“Catarina”? no “100 nadas” que se amanhem!
Mas é exactamente porque eles se “amanham” , todos se amanham, quer eu vote ou não, que eu tenho de ir votar. Quero, pelo menos, ficar de consciência tranquila.
Eu tenho a certeza, a experiência dos muitos anos que já cá ando ensinou-me que, os mais analfabetos, mais beatos, mais rurais, mais manejáveis vão todos votar.
Alguém pensa que todos estes eleitores votam na esquerda?
Se pensa desiluda-se!
O nosso sistema eleitoral está feito de maneira que, nem que sejam só 10% de eleitores que votem, o governo tem a mesma legitimidade.
E os outros?... aqueles que pensam, ficam com a falsa desculpa:- eu não tenho culpa, não votei neles!...
Se alguém da esquerda pensa, que os actuais partidos de esquerda são capazes de se entenderem na Assembleia de forma a apoiarem um governo de esquerda, desiluda-se!
Por pouco simpático que me pareça o José Sócrates, por muitas asneiras que tenha feito o PS em governos anteriores, eu que na direita jamais votaria, só posso votar PS, goste ou não goste!

Publicado por João Norte em 09:14 AM | Comentários (9)

fevereiro 16, 2005

Eu e as Palavras

Eu sou as minhas palavras.
Por vezes as palavras faltam como se o nosso ser desaparecesse, como se o nosso interior se desvasiasse e, dentro de nós não houvesse nada.
Sentimos aquela sensação de vazio, de ausência, de inexperiência como se tivéssemos acabado de cair neste mundo sem nada sabermos dele. Pessoas e coisas perecem não nos dizerem nada.
Nestes momentos a tendência, a minha, e possivelmente, a dos outros, é para o isolamento, para a solidão como refúgio. O nosso espírito recolhe-se na procura do descanso e do refazer das suas próprias imagens e lembranças.
São momentos que nem com aqueles que amamos conseguimos comunicar. O nosso silêncio agride quem nos rodeia. Nós temos consciência disso. Todavia, não conseguimos ultrapassar esse obstáculo, embora tenhamos a noção da sua existência.
São, porém, os momentos em que mais amamos quem amamos, e são eles, mesmo que nada façam para isso, que nos ajudam a ultrapassar essas quebras de energia, de força e vontade de viver porque temos de aceitar que as pessoas fazem parte da nossa vida.
A presença deles soltam as palavras, e nelas nós saímos desse casulo chamado solidão e voltamos a viver. Soltamos as palavras e soltamo-nos. A nossa forma de viver está tão representada por palavras que se as perdemos deixamos de viver.

Publicado por João Norte em 10:46 AM | Comentários (7)

fevereiro 14, 2005

Suplício de Tântalo

Neste país onde cada governo faz luxo em parar, alterar, destruir o que o anterior fez, continuamos à espera que algum aprenda com os erros anteriores. Esperemos!
Há anos que se tem gasto dinheiro a rodos em mega projectos. Os planos não são cumpridos, os prazos também não. Os custos são sempre o dobro do que foi orçamentado e os proveitos muito reduzidos.
Foi assim com o Centro cultural de Belém, com a Expo 98, com as pontes, com os auto estradas, com o Porto 2001, com Coimbra capital da cultura, com a ponte sobre o Mondego, com A Casa da Música, com o Euro 2004 com os estádios de futebol.
O povo vai pagando.
O projecto do porto de Sines pouco aproveitamento tem por não se construíram os caminhos-de-ferro que ligariam à Europa.

Agora anunciam que o Alentejo e o Algarve, apenas porque temos dois meses de seca irão ter a água racionada. Porem, a 20, 30 ou 40 quilómetros temos a maior albufeira da Europa. O Alqueva. Cheia. Gastaram-se milhões para construir a barragem, mas o governo que agora ser corrido, não fez os canais de rega, não se fizeram condutas para levar a água onde era de prever que faltasse.
Gastaram-se milhões na máquina, parou-se por falta de um parafuso.

No Sec. XVlll, sem os meios técnicos que temos hoje, Portugal construiu um aqueduto de Torres Novas a Lisboa. Mais de 100 quilómetros.
Hoje com toda a maquinaria, com tubagens pré- fabricadas, não se fornece água às populações a 20 quilómetros duma albufeira cheia. – é o Suplício de Tântalo.
Os milhares de hectares que era previsto regar continuam secos, o campo alentejano abandonado.
Ou mudamos, ou será melhor pedirmos aos Espanhóis que tomem conta disto.


Publicado por João Norte em 09:59 PM | Comentários (2)

fevereiro 13, 2005

Coincidências?

Dia 14 é dia dos namorados e também dia europeu das disfunções sexuais.

Será coincidência?

Publicado por João Norte em 05:20 PM | Comentários (4)

fevereiro 12, 2005

BOATOS em vez de IDEIAS

Foi o Soares que vendeu as colónias;
As chamadas telefónicas de Ferro Rodrigues;
A carta anónima com o nome de Jorge Sampaio e António Vitorino;
As cassetes do Salvado;
Os colos mais apetecidos de Sócrates;
Agora o freeport de Alcochete.

O que é que virá a seguir?

Já não há ponta de vergonha, nem páginas que salvem os nossos jornais, nem apresentadores que credibilizem as nossas televisões.

Publicado por João Norte em 05:47 PM | Comentários (4)

fevereiro 11, 2005

Intrevalo na política. Uma história.

A minha égua maluca.

Na aldeia onde fui criado e até depois dos meus vinte anos não havia estradas de asfalto nem macadame. O asfalto mais próximo ficava a cinco quilómetros e o macadame a três. Os caminhos era de terra que, no inverno se transformavam em lamaçais intransitáveis. Só animais leves e ágeis conseguiam caminhar.
O meu pai, que necessitava de se deslocar quase diariamente, comprou uma égua. Um animal corpulento, possante e nervoso que facilmente rompia com os atoleiros dos caminhos. De verão puxava a carroça que para além de transportar a família levava também as batatas e as hortaliças ao mercado.
Um dia exageraram na carga e, depois do primeiro impulso sem conseguir deslocar a pesada carroça a égua recusou-se a puxar. De nada valeram as palavras de incitamento e com as chicotadas foi pior a emenda do que o soneto, não só recusou daquela vez como nunca mais ninguém conseguiu atrelá-la. Restava a sua utilização para cavalgar.
Mas o bicho tinha as suas manias e sua personalidade muito própria, fazia o que muito bem lhe apetecia e pouco o que lhe mandavam. Num inverno depois de o ribeiro ter transbordado as margens com águas barrentas, corria cheio embora de águas límpidas. Quando o meu pai a cavalo atravessava a velha ponte de pedra com a água a bordejar as patas da égua, esta sem aviso, saltou para a água e nadou até lhe apetecer só saindo quando satisfeita com o banho indiferente às espora e aos gritos do dono. Claro que o meu pai foi forçado a tomar banho também.
Saída da água levou uma valente tarei de bengala. Dali em diante ninguém mais conseguiu assentar-lhe a sela no lombo.
Como eram um animal de grande porte, o meu pai resolveu dar-lhe outro aproveitamento, a reprodução. Não faltavam compradores para os potros.
Eu tinha sido habituado a montar desde os meus cinco anos, mas dali em diante a coisa era difícil.
Como eu sabia que “com papas e bolos se enganam os tolos” resolvi aplicar o provérbio à égua. Passei a trazer nas algibeiras mãos cheias de ração, torrões de açúcar e verifiquei que a égua era mesmo gulosa. Então aprendi um truque para montar. Punha o torrão de açúcar na palma da mão e baixava a mão obrigando a égua descer a cabeça até ao chão para apanhar a guloseima. Nesse momento eu agarrava-me às crinas e saltava-lhe para o pescoço. O próprio impulso do animal para levantar a cabeça atirava-me para cima do lombo. Talvez porque não utilizava sela nem freio,
ou pelas guloseimas, consentia ser montada apenas usando a corda com estava presa no estábulo.
Assim, eu era o única que montava a égua maluca que comigo se comportava como um cordeiro e, de tal maneira, que me encarregavam de todos os recados e compras que fossem necessárias da Vila que ficava a sete quilómetros. Aí às compras e a égua andava atrás de mim de loja em loja com um cão que segue o dono.
As pessoas achavam piada e eu um dia disse que dava a égua a quem fosse capaz de a tirar de trás de mim. Pensava eu que ela fincaria as patas e não se moveria.
Porém, aconteceu algo bem pior. Um dia um vizinho resolveu tentar ganhar a aposta, pegou-lhe na corda que pendia do pescoço e puxou. O animal teve uma reacção que ninguém esperava, levantou as patas e tentou atingi-lo na cabeça. Tê-lo-ia matado se eu não estivesse perto para a acalmar.

Histórias da minha infância.

Publicado por João Norte em 11:49 AM | Comentários (3)

fevereiro 10, 2005

Louçã perdeu a graça.

O deputado Francisco Louçã tinha-nos habituado a certo charme e um discurso interessante. Muitos eleitores de esquerda encontravam no BE e nas palavras de Louçã a falta de garra e de graça que se fazia sentir nos outros partidos. Louçã era inovação. Era interessante não só pela sua capacidade irónica e verbo fácil como o que parecia ser uma onda de ar fresco na esquerda.
Porém, na sua ânsia de crescer, Louçã perdeu tudo isso.
Se o BE pretende ser um grupo parlamentar respeitado tem de criar um discurso diferente, já não basta ser o jovem irreverente do parlamento, tem de se posicionar na esquerda com respeito pela mesma esquerda. Isto é, pelos partidos que se colocam desse mesmo lado da barricada. Tem de perceber que os inimigos da esquerda são o PP e o PSD.
Ora, o que está a acontecer é que o discurso não mudou e, ainda pior, o Francisco Louçã parece ter eleito como alvo preferencial das suas críticas o PS. Com uma agravante de não ser correcto.
Quando Louçã vem lembrar que nos governos de Guterres havia uma maioria de esquerda no parlamento, era bom que dissesse quando é que o BE viabilizou um Orçamento de Estado apresentado pelo PS. Bastaria ter usado a abstenção. Mas não, sempre teve contra, obrigando o PS às negociatas com a direita que ficaram famosas pelo caso do Queijo Limiano.
É, por isso, necessário lembrar ao Francisco Louçã que ele é um dos responsáveis por termos caído no governo de Durão Barroso e de Santana Lopes.
E volta, nesta campanha, a afirmar a sua indisponibilidade para negociar com o PS se este não tiver a maioria absoluta.
Por isso, o BE que até tinha a minha simpatia e a de muitos outros eleitores está a descer nas sondagens e não percebe.
A culpa de termos caído nos governos de direita cabe muito aos partidos de esquerda.
Embora o Eng. José Sócrates na seja especialmente simpático, a inteligência diz-me que é preciso votar na PS e tentar que este tenha a maioria.

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Publicado por João Norte em 02:56 PM | Comentários (2)

fevereiro 09, 2005

A brigada do Reumático

As falsas notícias ou as meias notícias são, geralmente, incómodas por poderem induzir em erro qualquer cidadão. Eu próprio já fui levado a escrever aqui sobre o hipótese que veio a revelar-se falsa. Devo dizer que pedi desculpas directamente à pessoa visada no caso O J. Pacheco Pereira.
Ficamos sem saber se ao Prof. Cavaco Silva interessa ou não a maioria absoluta do PS. Possivelmente interessa para a sua candidatura à presidência da República. Do que não temos dúvidas é que Cavaco Silva não se quer misturar com os actuais lideres do PSD.
Mas o texto do Público teve um mérito fazer-me rir como já não ria há muito tempo a ouvir o Alberto João Jardim. Já tinha previsto muitas humilhações ao PSD nesta campanha, mas nunca pensei ouvir algum responsável daquele partido a chamar “brigada de reumático” ao tão “amado por eles” Cavaco Silva.
De uma forma ou de outra, mais esta trapalhada veio reforçar a conveniência de votar no P S.

Publicado por João Norte em 04:06 PM | Comentários (1)

fevereiro 01, 2005

A nossa ilusão de liberdade

A liberdade a que todos os homens honesto aspiram e pela qual tantos deram a vida e outros continuam a lutar é um bem precioso.
Mas, pensarmos que é um estado absoluto que alguma vez se consegue atingir é pura ilusão. Conseguiremos ser mais ou menos livres ou, talvez dizendo melhor, termos mais ou menos limitações, conseguirmos mais ou menos respeito pelo nosso lugar na sociedade.
A Sociedade é e será sempre uma complexidade e sempre haverá quem mande e logo oprime e limita porque a minha liberdade acaba onde começa a liberdade do outro e o meu interesse se choca com o interesse de todos.

Vem isto a propósito de alguns raciocínios que tenho lido sobre as eleições e, sobretudo, no chamado voto útil. Melhor seria se este conceito não tivesse cabimento, e logo não seria usado nem reclamado.
Acontece que, no nosso sistema eleitoral, ele existe e é importante tê-lo em conta.
Não se pode votar só com o coração, isto é, só no partido da nossa simpatia ou em nenhum porque com nenhum se concorda. É preciso votar com inteligência.
Votar num partido de esquerda onde ele não elege deputados, votar em branco ou não votar porque os políticos são todos maus, é meter a cabeça na areia, dar o lugar aos outros. É VOTAR NOS OUITROS.
Às também me apetecia não votar ou votar em branco. Mas quando foi que o homem fez o que lhe apetecia? Nunca!

Votar com inteligência é mesmo e só votar onde o voto tiver valor útil.

Publicado por João Norte em 09:39 AM | Comentários (0)