abril 30, 2005

Falta de vergonha

Ontem brinquei com a “conferência de imprensa dado pelo sr. Isaltino de Morais para anunciar a sua candidatura a presidente de câmara.
Porém, o homem merece ser tratado por aquilo que é. Não se trata de um cidadão que tem ou não tem uma investigação à sua declaração de património. Foi a ele próprio e em directo que ouvimos dizer que o dinheiro em causa (120.000 contos) que estava depositados no estrangeiro, eram de um sobrinho. Foi da sua boca que depois ouvimos dizer que se tinha esquecido. Mentiu e mentiu duas vezes.
Ninguém de boa fé se esquece de 120.000 contos, portanto este sr. pretendeu roubar o seu país.
Mentiu na declaração de património, mentiu perante a televisão dizendo que o dinheiro era do sobrinho, mentiu quando disse que se esquecera. É mentiroso. Fez dos outros cidadãos( eu incluído) parvos.
Este sr. não merece sequer continuar sem qualquer punição quanto mais apresentar-se a candidato de uma Câmara e falar como se fosse o mais impoluto dos cidadãos.

Publicado por João Norte em 12:43 PM | Comentários (6)

Escrita no feminino

Alguns blogues lançaram, agora, um desafio à escrita no sexo oposto. Já muitos o fizeram. Deixo aqui um texto publicado neste blogue em Março de 2004.


CIÚMES
- Não quero essa outra na minha casa. Passas mais tempo com ela do que comigo. Parece que só pensas nela, só gostas dela, não paras de olhar para ela. Ela ocupa-te os sentidos, ocupa-te o tempo, ocupa o teu corpo, as tuas energias. Usas as tuas mãos para acarinhar o corpo dela, modelar o corpo dela, pintar o corpo dela. Adormeces a falar dela e acordas a pensar nela. Sonhas com ela.
Não posso continuar a tolerar essa entrega dos teus carinhos. dos teus mimos, da tua inteligência, dos teus tempos livres a ela.
Sou mulher. E como todas as mulheres, sou possessiva. Quero-te só para mim. Não quero partilhar-te. Tenho ciúmes. Não posso conviver com ela porque sei que a amas, que te entregas, que ela te prende, que te arrasta sempre com ela. Não quero ir para a cama contigo e ouvir falar dela, ou saber que estás calado a pensar nela. Não quero ver-te fechado no escritório com ela, agarrado a ela, escolhendo palavras bonitas para ela. Não quero ver-te a oferecer-lhe flores, primaveras, paisagens bonitas que queria viver só contigo. Não quero ouvir-te a contar para ela as nossas viagens que deviam permanecer guardadas. Não quero que partilhes com ela as nossas vivências, as nossas experiências, o nosso espaço, o nosso tempo.
É uma intrusa, que se insinua, se intromete com os seus silêncios, as suas frases bonitas no meio de nós.
Não vale a pena negares. Eu sei que gostas dela, que não consegues viver sem ela. Ela prendeu-te, faz parte de ti. Sinto-me traída por ela. Não posso tolerar essa paixão.
Podes explicar-me?!

Publicado por João Norte em 04:56 PM | Comentários (6) | TrackBack

Publicado por João Norte em 11:02 AM | Comentários (0)

abril 29, 2005

Pobre País!

Viva .... o sr Isaltino de Morais. vi vó!............. quá ...quá...qua´....

Esqueceu-se dos 120 mil contos de que não tinha pago imposto.

Eram do sobrinho taxista. Depois já não eram. quá....quá... quá

Vai novamente para presidente....quá...quá... quá.

Há mais mentirosos por aí! quá...quá..quá....

Os Jtinhas também já esqueceram....quá...quá...quá....

Sabe bem os estatutos. Tem o apois das bases do PSD. quá...quá...quá...

Publicado por João Norte em 08:33 PM | Comentários (0)

abril 27, 2005

O dia em que me senti um herói.

Não é uma história inventada, foi uma realidade vivida na minha infância, antes de setenta.
Tive a felicidade de ter um pai que, embora analfabeto, era um homem inteligente e de uma integridade a toda a prova.
Desde menino que me ensinou que a Nação era o povo. Era povo que pagava com o seu suor e com os seus impostos os ordenados daqueles que ocupavam os lugares públicos, desde as Câmaras municipais ao chefe do governo ou ao presidente da República. Eles eram nossos empregados e não nós empregados deles.
A todos devíamos respeito como devíamos às pessoas mais velhas. Mas não devíamos olhá-los com medo.
Ensinou-me também que, quando temos razão, devemos defendê-la e, para isso, vale mais partir do que torcer.

Um dia, quando eu tinha os meus catorze anos, mandou-me à Vila sede de Concelho tratar das licenças que todos anos era preciso renovar. Licença para o cão, o cavalo, os bois, etc.
Lá fui na minha bicicleta, de cabelinho cortado, feito homenzinho. Chegado ao guiché da Câmara entreguei ao funcionário os papéis necessários, sem reparar que um deles ia dobrado. O funcionário atirou-me o papel à cara dando início a um diálogo duro:
- Desdobre isso, não seja malcriado!
No meu orgulho de adolescente ferido, atirei o papel novamente pelo guiché respondendo:
- Desdobre o senhor, e malcriado é o senhor, porque eu não reparei que o papel ia dobrado.
- Eu não sou seu criado! Respondeu o funcionário.
- É sim senhor!
- Recebo ordens do Senhor Presidente.
- E ele recebe-as minhas, porque também é meu criado.
O funcionário virou-me as costas. Sentado a uma secretária, o porteiro observava rindo-se.
Leve-me ao Senhor Presidente! Disse eu. O homem olhou para mim com uma gargalhada.
Imediatamente!... ou eu entro sem me fazer anunciar! Disse eu. Perante a minha teimosia, o porteiro lá foi à minha frente. Bateu, abriu aporta do gabinete e disse:
- Senhor Presidente, está aqui um garoto, diz que quer falar com senhor e diz que o senhor é criado dele.
O presidente da Câmara olhou de lado, fez sinal ao porteiro para sair e mandou-me entrar. Fez-me esperar uns momentos escrevendo ou fingindo escrever e depois perguntou-me com um sorriso divertido.
- Então eu sou seu criado?!
- É!... E, sem mais, narrei a cena com o funcionário que se tinha recusado a passar-me os documentos.
- Mas você é um garoto!
- Pois sou, mas não é por isso que tenho menos direitos!
- Explique-me lá essa de eu ser seu criado! Dizia com ar divertido, como se eu fosse o palhaço que lhe ia dar motivo de gargalhada com os amigos.
- Pois explico! Disse eu. Donde vem o seu ordenado? Para que servem os impostos pagos pelo meu pai e outros moradores neste concelho?
O sorriso trocista desapareceu da cara do divertido presidente. E antes de mais eu acrescentei.
O Senhor está ao serviço dos habitantes deste conselho, são eles que lhe pagam, o senhor é um empregado de quem lhe paga, o meu pai é um deles e, neste momento, eu represento o meu pai. O senhor é meu empregado! E faça favor!... quero os meus documentos!
O presidente chamou o porteiro.
- Diga ao sr. Monteiro (era este o nome do funcionário) que passe os documentos deste rapaz.
E depois para mim.
- Você tem razão. Fez-me compreender uma coisa em que nunca tinha pensado. Em troca, dou-lhe um conselho, tenha cuidado.

Publicado por João Norte em 02:36 PM | Comentários (8)

abril 26, 2005

30 anos da 1º eleição.

Ontem, 25 de Abril, escrevi apenas um pequeno apontamento para não deixar passar em branco a comemoração dum dos dias mais importantes da nossa história recente.
A família quis gozar o feriado, o que é um direito, e também algum tempo para estarmos juntos. Deu, ainda assim, para passar uma vista de olhos pelo espaço bloguista e verificar que ainda existem alguns saudosistas que assinalam o dia com poemas e textos do mais reaccionário que pensaríamos já estarem esquecidos. Evoca-se ainda a perda do “império” essa fraude histórica e prática que só serviu para que este povo nunca olhasse para dentro do seu espaço, mas ficasse sempre à espera que algo de fora o venha enriquecer. Enfim, a ignorância continua a existir.
Porém, a sua própria existência confirma-nos o valor que se conquistou em Abril: - A liberdade de expressão! Antes, nenhuma voz discordante teria sido escrita.
Fez 30 anos da primeira eleição democrática. Eu estive como presidente de uma mesa de voto. Assisti às cenas mais patéticas que se pode imaginar, desde as pessoas que entravam na sala a perguntar em que partido iam votar, às que diziam abertamente que iam votar no partido tal porque o senhor padre tinha mandado, mas também a uma maioria que sabia muito bem o que fazer e se comportou em fila, horas de espera, numa demonstração de civismo.
Isto dava imediatamente a uma chuva de requerimentos de anulação e ao conflito com os delegados dos partidos. Era o mais jovem elemento da mesa mas o respeito que tinha granjeado na pequena sociedade da minha cidade ajudou e, no fim, tudo acabou serenamente.
Houve pessoas que vieram de maca para votar, muitos nunca tinham votado na sua vida, uma grande parte não sabia ler. Mas lembro sobre tudo um velhinho que se deslocava apoiado em duas muletas, que depois de me entregar o boletim de voto e eu o ter metido na urna, deixou cair as muletas e, com as lágrimas nos olhos, me deu um abraço e gritou:- muito obrigado, esperei por isto a vida inteira.

Publicado por João Norte em 09:33 AM | Comentários (0)

abril 25, 2005

25 de Abril

Hoje às nove horas dei uma volta pela minha cidade. Dormia!

As poucas pessoas que circulavam faziam-no a com calma e a descontracção de quem relaxa os músculos.
Há serenidade nos rostos.
Alguns vinham já do mercado com um cravo na mão (poucos) mas ainda os há!
Outros não sabem o que isso significa.
Com certeza ninguém se deitou com medo que a PIDE lhe batesse à porta.
É essa certeza que me faz dizer: - Valeu a pena!

Publicado por João Norte em 11:25 AM | Comentários (3)

abril 21, 2005

Análise científica ao novo papa.

Quando anunciaram o nome do novo papa, a minha primeira reacção foi: - quero lá saber, não sou católico!
Mas depois pensando melhor, o homem tem muita influência nos poderes deste mundo. Então comecei a ler aquilo que se dizia. Não gosto de ficar de fora nem opinar sem saber.

A primeira coisa que li era que o papa não gosta de música. Nem rock, nem pop, nem ópera. Isquisito!
Depois li também que é contra o evolucionismo e o relativismo histórico e outros modernismos.

Bom isto é mais sério. Resolvi então fazer uma investigação séria, com sondagem e tudo.

Comecei pela música. O cão da minha vizinha também não gosta de música. Cada vez que eu ponho a música mais alta desata a uivar.

Tendo em conta os 78 anos do senhor, fiz a minha experiência.
- beatles... o bicho desatou logo a uivar.
- Pink floyd... pior ainda.
- Igor Stravinsky a mesma coisa.
Mas que diabo, a vizinha, às vezes também ouve música.
Fui lá, e pedi-lhe emprestado um dos seus disco.... Quim Barreiros- mariazinha deixa-me ir à cozinha.
O cachorro ficou sossegado.
Faltava a segunda parte ma minha experiência. Bati a todas as portas do prédio perguntado:- o vizinho acredita no evolucionismo, no relativismo e no papa.
No prédio há pessoas de níveis culturais diversos e as respostas também foram. Até que cheguei ao meu vizinho calceteiro( bom homem).
- Ó vizinho, acredita no evolucionismo?
- Hum...nã sei...professor (é muito delicado o meu vizinho calceteiro) com esses tipos dos ismos é sempre de desconfiar.
- E no relativismo acredita?
- Nesse digo-lhe já que não. Esse re...qualquer coisa... cheira-me mal.
- E no novo papa acredita?
- Nesse acredito! Porque é que não devia acreditar?
- Está bem vizinho. E se lhe oferecesse uma prenda o que é que oferecia?
- Ó sr. professor, eu nã tenho nada. Mas olhe, oferecia-lhe a minha picareta que é o meu ganaha pão.
Vou propor ao nosso primeiro ministro, que vai lá à primeira missinha do novo papa, que lhe leve de prenda o disco do Quim Barreiro que o papa deve gostar, e uma picareta porque está a precisar.

Publicado por João Norte em 06:14 PM | Comentários (3)

abril 20, 2005

Zita Seabra. Que Tristeza!

Hoje fez-me muita pena ver a deputada Zita Seabra. Que tristeza!
Lembro dela há 23 anos quando, então deputada do PCP, apresentou a proposta sobre o aborto.
Não venho aqui, agora, dar a minha opinião sobre o problema do aborto, mas da tristeza que me causou a cara daquela senhora.
Há 23 anos falava com convicção, com um brilhos olhos, olhando os seus pares da Assembleia. Hoje, arrastava as palavras de olhos no chão, deixando transparecer a falta de convicção do que dizia.
Foi-lhe imposto o discurso em troca das “30 moedas de judas” vendeu pelo lugar de deputada as convicções de mulher e política. Nem quando concordava com os outros deputados foi capaz de levantar o rosto macilento da tampo da mesa.
Que tristeza!

Publicado por João Norte em 07:58 PM | Comentários (2)

abril 19, 2005

Ai Galileu, Galileu!

Ainda voltamos ao geocentrismo.

Publicado por João Norte em 07:48 PM | Comentários (1)

Por fora és Casca.

Hoje não quero que me toques.
Quero que me olhes bem directo nos meus olhos. Quero esse teu olhar profundo vindo das tuas entranhas. Quero ver nos teus olhos aquilo que me escondes nas palavras. As palavras já foram ditas tantas vezes que estão gastas. As tuas mãos eu já conheço. Sei de cor cada um dos gestos repetidos. Foram e são agradáveis. Tocam o meu corpo, despertam sensações, desejos. Também já conheço o teu corpo. É sedoso, torneado, quente, acolhedor, sensual.
Mas hoje quero mais! Quero a tua alma. Quero as emoções que reprimes e escondes dentro de ti como se ninguém tivesse o direito de aí penetrar. Eu quero aí penetrar.
Talvez tenhas razões para esconder. Mas o amor não vive de razões, vive de emoções. Eu quero todas essa emoções.
Quero que deixes teu corpo explodir em fragmentos no nosso espaço, preencher todo o meu espaço onde mais nada caiba, para que só eu possa colher cada partícula do teu ser, sugar cada gota desse líquido que te alimenta, alimentar-me de ti.
Quero-te toda. Por inteiro. O interior.
Por fora é a casca.

Publicado por João Norte em 09:48 AM | Comentários (0)

abril 18, 2005

Lugar Efémero.

Este é o nome de um blogue que visito regularmente. Faz parte dos meus favoritos porque em pequena quantidade tem alguns textos bonitos, mas sobretudo, porque o seu próprio nome me parece o mais adequado, o mais representativo do que é um blogue. – Algo de efémero.
Todos nós escrevemos por várias razões, porque uma necessidade interior nos impele, porque gostamos de ser lidos, porque gostamos de participar, de criticar etc, etc. Porém todos temos consciência de que este processo de escrita é efémero. É como pintar a giz no asfalto, desaparece rapidamente.
Penso que, alguns de nós, gostariam de ser escritores (quem não gostaria). Aí sim, as palavras imortalizam. São a única forma de verdadeira imortalidade.
Todavia, a escrita efémera vale apenas um momento, mas a própria vida pode resumir-se a um momento. Um momento em que alguém reparou em nós, em que conseguimos tocar a sensibilidade de alguém, despertar o sentido crítico do outro, apontar-lhe uma realidade que, até ali, não viu, ou proporcionar-lhe um infinitésimo momento de prazer na leitura.
O blogue vale sobretudo porque me permite comunicar, saber que, ao mesmo tempo do que eu, vivem muitas pessoas que escreve coisas belas, que são sensíveis, que vivem os dramas da vida como eu, que estão vivas, com quem eu posso comunicar agora porque amanhã já cá não estarei. Se alguém, amanhã, vier ler aquilo que eu, neste momento, estou a escrever, não serei eu a estar feliz, é ele. Eu estou feliz agora a ler aquilo que seres vivos como eu estão escrevendo.
Eis o fascínio dos blogues!

Publicado por João Norte em 09:27 AM | Comentários (3)

abril 17, 2005

Hoje, com um pouco de tempo, deu-me para procurar na lista completa do Weblog, alguns blogues que deixaram de aparecer.
Sei, por experiência própria, como é difícil manter um blogue. Nem sempre há assunto ou paciência para escrever.
Mas lamento tanto blogues, alguns que lembro bonitos, interessantes, terem deixado de escrever.
Só por exemplo, gostava muito de ler " o velho de Alfama" alguem simpático que desapareceu desta lida. Deixo-lhe um convite.
Se quiser escrever sem renovar o blogue, envie para o meu e-mail o que quiser que eu publicarei no intro. vertido, referindo a origem claro.
Foi aliás um processo que já aqui desenvolvi e também escrevi para outros blogues.
Aqui fica o desafio também extensivo a outros bloguistas ou ex-bloguistas.

Publicado por João Norte em 08:57 PM | Comentários (0)

abril 15, 2005

Reflexão de Ocasião!

Apenas há umas horas insistia com a minha filhota que está na primeira classe, isto dito à maneira antiga, para fazer as letrinhas bem feitas.
Acabados os trabalhos de casa da catraia, o pai vem para o computador e compõe um texto. E, de repente, lembro-me:
- Há quanto tempo não pego na caneta e escrevo à mão? Desde a última vez que tive necessidade de o fazer no café.
Quando foi a última vez que escrevi à mão uma carta a um familiar ou a um amigo? Não me lembro.
Quando me pedem o meu contacto o que é que forneço? O e-mail e o número do telemóvel, nem me lembro do número do telefone fixo.
Comunico com colegas pelo e-mail. Falo com familiares para Londres através do “messenger”, os trabalhos dos alunos são todos feitos a computador.
Não sei se a minha própria filha já me viu a escrever à mão. Como é que eu posso exigir à criança que faça as letras bem feitas?! Para quê?
Ainda fiz a minha licenciatura toda utilizando um caneta de tinta permanente que o meu pai me tinha oferecido quando fiz o exame de admissão. O que é que eu vou oferecer à minha filha se lá chegar e eu for vivo? Uma caneta ou um computador?

Publicado por João Norte em 06:31 PM | Comentários (2)

Português/Inglês/Francês

Já li alguns comentários ao facto do governo pretender que as crianças portuguesas aprendam inglês logo no primeiro ciclo, ao mesmo tempo que o Presidente da República tenta que o ensino do Português não deixe de existir em França.
A mim, parece-me que não poderá haver esforços mais oportunos.
O ensino do inglês em Portugal é uma segunda língua e, neste caso, uma língua que tende para ser uma ferramenta de trabalho universal.
No caso do ensino do português em França trata-se de algo mais. Primeiro porque se trata de manter um vínculo cultural a Portugal, país de origem dos pais ou avós de muitos dos alunos em França. Segundo, porque estes alunos têm o francês como língua primeira e terão com certeza também o inglês como segunda língua, porque, embora isso custe aos mais nacionalistas franceses, eles não deixarão de equipar os seus descendentes para o futuro.
Portanto, se Portugal não fizer um esforço por manter o ensino do português nos países onde há comunidades emigrantes, ele (Português) apenas será aprendido, e mal, em Portugal.
Será importante que procura fazer-se acompanhar pelos países de língua portuguesa , a CPLP cujo peso económico e político é maior do que o de Portugal e as línguas são mais do que um simples veículo de cultura, são também uma riqueza económica.

Publicado por João Norte em 03:41 PM | Comentários (0)

abril 14, 2005

Sousa Tavares DEMAGOGO

Custa-me ver uma pessoa que tinha por inteligente e honesta fazer a triste figura de demagogo desonesto.
Sousa Tavares tem um filho que, pelas palavras desenfreadas do pai, não deve ter o aproveitamento escolar que este desejava. Paciência!... Miguel. Acontece a muitos. Mas, como para muitos pais, são os professores os maus da fita.
Daí Sousa Tavares desata a falar do que não sabe e a dizer os mais incríveis disparates.
É triste: Miguel Sousa Tavares não é um qualquer saloio deste país. É advogado, jornalista, escritor. Pretende-se fazedor de opinião. Exige-se-lhe, por isso, que se informe antes de falar do que não sabe, ou finge não saber!...Está a fazer confusão com os tribunais?
Já alguns professores lhe explicaram os erros da sua crítica, respondeu na mesma página do Público de hoje, emendando um pouco a mão, mas continuando a meter o pé.
Sr. Miguel Sousa Tavares, os professores só têm 30 dias de férias como qualquer trabalhador. Não conheço nenhum trabalhador que trabalhe Sábados e Domingos ( sem o devido descanso).
As sua contas não são fruto do desconhecimento mas da maldade de quem quer atacar e o faz cobardemente, porque você não é burro e sabe ,muito bem, o trabalho que se faz numa escola.
Vá dar aulas um ano e depois fale.
Quanto aos ordenados dos professores portugueses serem dos mais elevados da Europa, essa dá vontade de rir. Deve estar a comparar com a Polónia ou a Bulgária.
Quanto ao insucesso escolar cabe também uma parte da culpa a pais com você.

Publicado por João Norte em 10:59 AM | Comentários (6)

abril 08, 2005

Arrogância dele? ou ignorancia minha?

Como escrevi no texto anterior, não tenho tido tempo para escrever, nem para ver notícias. Só pequenos apontamentos. Livrei-me do” espectáculo” mediático criado com a morte do Papa, por que tenho muito respeito e, por isso, entendo que merecia mais recolhimento e menos imagens.
Adiante.
Vi e ouvi uma pequena notícia que dado o mediatismo da morte do Papa parece que ninguém ligou, pelo menos não vi nenhum comentário.
Refiro-me às declarações do Senhor Presidente do Supremo.
Cito de memória:- “a proposta da redução de férias judiciais, que não será para levar a sério, seria uma guerra que o governo compraria barato”
Eu sei que a nossa constituição consagra a separação de poderes. Penso que a intenção é que as decisões dos juizes estejam libertas de quaisquer pressões. Não penso que a constituição consagre cidadãos que não tenham que se cingir às leis aprovadas pela Assembleia da República e ao governo.
Será que estou enganado? Ou as palavras de tão alto responsável são uma ameaça arrogante de quem está habituado a uma posição endeusada acima de tudo e todos?
Gostava que tão ilustre figura do Estado se explicasse melhor perante quem lhe paga. Os cidadãos contribuintes.

Publicado por João Norte em 02:32 PM | Comentários (6)

abril 02, 2005

Estou bem

Apenas para dizer aos amigos que por aqui passarão, e certamente estranharão a falta de textos, que estou bem. Apenas alguns trabalhos urgentes se impõem e retiram o tempo e disponibilidades para escrever.

Um abraço a todos.

virão dias com mais tempo. o intro.vertido não fecha ainda.

Publicado por João Norte em 09:07 PM | Comentários (2)