É a primeira vez que venho falar das eleições presidenciais, acho que ainda é cedo.
Porém, estou farto de ouvir e ler asneiras sobre presidenciais. Primeiro os comentadores e alguns políticos interessados ignoram completamente as autárquicas, para só falarem nas presidenciais como se delas dependesse o mundo.
Segundo há quem, não sei se mais papista do que o papa se por outra ordem de razões, afirme disparates que só contribuem para o descrédito da esquerda e, consequentemente e lamentavelmente, o avanço de Cavaco
Vem isto a propósito de um texto publicado no “ editorial das letras” onde se afirma que a candidatura de Manuel Alegre é responsável pala queda de popularidade do PS.
Será que quem escreve naquele blogue não percebe mesmo nada de política ou apenas quer ser mais papista do que o papa?
Por norma não critico greves, parto do princípios de que os grevistas terão a sua razão, também aos magistrados e funcionários judiciais não faltarão razões. Pelo menos no que toca a condições de trabalho para os funcionários, todos conhecemos as más condições em que trabalham. Já o mesmo não direi dos magistrados.
Porém fica-me uma dúvida.
- Se são funcionários públicos são sujeitos às mesmas regras dos outros funcionários. ( parece ser isso que eles não querem)
- Se são um órgão independente do Estado porque é que fazem grave?
- Ou querem ser um órgão independente para os deveres e funcionários para as regalias?
Um coisa eu sei:
Greve à quinta e à sexta e depois à segunda e terça antes de feriado é uma semana de férias.
Como o governo só lhe quer dar um mês, estas já lá ficam.
Quando os que são mal pagos, os injustiçados, os explorados pala sociedade fazem greve pelos seus direitos, pelo direito a uma vida digna ou mesmo ao pagamento justo do seu trabalho, qualquer cidadão consciente terá de concordar. Mas quando alguns privilegiados dessa mesma sociedade vem reclamar porque o governo, que tem por missão a defesa de todos, lhe quer retirar o que está a mais, como é o caso dos magistrados, não posso concordar.
O escândalo santana lopes (mais um) já vem nos jornais.
Não é novidade, nem já parece espantar. É só mais um.
Mas há algo que continua a “LIXAR O JUÍZO, é que este governo, de quem se esperava (e espera) muito, foi tão lesto a decretar o congelamento de reformas e carreiras dos funcionários públicos e, para estes senhores, só a partir de Setembro.
É tão fácil sacrificar os pequenos!
Peço perdão ao Paulo Querido por esta vez, isto não é publicidade.
O" 2 rosas" pergunta se alguem tem um monitor para vender, como não consigo entrar em comentário no seu blog nem no seu mail, aqui fica a resposta que pode servir para outros.
Tenho um monitor LG Flatron 19 com 2 anos. garantido.
Para que não fiquem dúvidas a minha mulher ofereceu-me um de 23 com televisor.
O poste anterior não saiu como eu queria. Isto é, não transferiu para o blogue original.
Com a devida vénia ao colega do "os cães ladram e a caravana passa" aqui fica um trecho.
Sugiro a leitura completa .
Cônjuge separado judicialmente de pessoas e bens.
· Filhos maiores a "cargo", sem limite de idade.
· "Afins" na linha recta (sogros)
· Pessoas que sejam titulares de outro subsistema
· Outros familiares a cargo
NÚMERO DE BENEFICIÁRIOS - GNR:
Titulares activos + Aposentados: 46.729
Beneficiários familiares: 76.332
Total: 123.061
NÚMERO DE BENEFICIÁRIOS - PSP:
Titulares activos + Aposentados: 38.313
Beneficiários familiares: 64.414
Total: 102.727
REGIME DE BENEFÍCIOS - (Diferenças face à ADSE):
· Comparticipação nos medicamentos a 100% para aposentados e seus familiares
· Actos médicos sem valores máximos na tabela de comparticipação
· Ausência de limites ao número de actos médicos praticados por ano
· Uso gratuito de hospitais militares, postos de saúde próprios da PSP e da GNR e instalações clínicas da GNR
· Ausência de quotização (desconto no vencimento) para assistência na doença
DESPESA:
· Despesa orçamentada para 2005: 96 milhões de euros
· Despesa previsível em 2005: 165 milhões de euros
· Dívida de 2004, por pagar: 73 milhões de euros
O Governo quer impor algumas limitações tanto a nível de beneficiários como em alguns benefícios, por forma a equipar à ADSE.
Caíu o carmo e a trindade!
Enquanto nós que trabalhamos no sector privado continuarmos a enviar os nossos descontos tudo bem não é?
No texto anterior dei os meus parabéns à RTP pelo trabalho apresentado em directo sobre Ensino.
Mantenho os parabéns, mas esclareço.
O telejornal foi feito em directo de colégio de Leiria onde, por concurso de um grupo de alunos, foi instalado um sistema de computadores que permitem ao aluno, entre outras coisas, substituir o livro tradicional pelo computador, assistir em casa às aulas em caso de necessidade de falta, interagir com os professores, testes em tempo útil etc, e aos acompanharem por computador a vida escolar dos filhos. Para todos este “luxo” cada aluno tem na sua frente um computador de monitor plasma, a sala um motor/quadro onde o professor pode fazer todas as operações que a informática lhe permitem.
Os meus parabéns advêm, não do directo, mas de ter sido também mostrado algumas situações da outra face do ensino, desde escolas onde os pais não deixam ir os filhos por falta de condições, escolas isoladas no distrito de Bragança ou escolas a funcionar há anos em contentores outras onde a única sala onde os alunos se recolhem foi uma cozinha minúscula, uma em Lisboa que há anos funciona em pavilhões improvisados com placas de contraplacado roto por onde podem passar ratos gatos e cães a ser de porta onde há uma retrete num buraco por casa-de-banho, outras com buracos no telhado ou no chão.
Isto mostrou como estão longe os ricos dos pobres. Como as Câmara, nomeadamente Lisboa, onde se propõem gastar milhões em trabalhos de arquitectos famosos, têm andado arredadas da sua responsabilidade nas instalações escolares.
Isto mostrou também, apesar das boas intenções do governo, como estamos longe de um ensino comparável ao que se faz nos outros países europeus.
Isto mostrou também que não é apregoando que os professores vão trabalhar mais horas que se resolvem os problemas do ensino.
Isto mostrou muita coisa que está por fazer e como temos sido levados, desde há anos por autarcas demagogos para quem o povo só interessa enquanto pagante.
A RTP no seu noticiário está a mostrar-nos agora mesmo o que poderá ser o ensino do futuro.
Mostrou-nos também o que ainda permanece mal no Ensino Básico.
Mostrou-nos ainda que nos Ensino, tal como no resto da vida do país, o fosso entre aqueles que têm tudo (ou muito) e os que têm nada ou muito pouco é cada vez maior.
Pela preocupação em mostraras duas faces da moeda e a realidade do país e não cair apenas na atitude de elogio, os meus parabéns
Isto dizia o lobo.
Veio à mente pelo anúncio dos (alguns) militares que irão fazer uma manifestação convocada pelos familiares, nomeadamente as esposas.
Esta não lembrava ao diabo.
Que grande ética!
Dou os meus parabéns à Câmara de Paredes de Cora.
Pudemos ver a forma correcta de resolver o problema do Ensino Básico, criando uma escola com condições arquitectónicas e pedagógica modernas, um procedimento que deveria ser seguido pelos restantes municípios.
Assim resolve-se o problema.
Não é com decretos mais ou menos preocupados com os salários dos professores, com os horários e com demagogias que se resolve a herança das escolas que temos.
E era naquele sentido, de apoio e incentivo a um plano de alteração às velhas escolas do salazar, que eu gostaria de ouvir o governo, e não em medidas apressadas que visam pouco mais do que reduzir despesas.
Não ponho em dúvida as boas intenções do governo. A sua eficácia é outra coisa.
Anunciou há dias o Sr Primeiro Ministro que o próximo concurso de professores iria ser válido por 3 ou 4 anos, em nome da fixação do corpo docente.
Até aqui, aparentemente, tudo bem.
Porém, eu pergunto à Sr Ministra.
Vai ser válido por 3 anos de acordo com a vontade do professor? Ou vai ser obrigatório? Os concursos são apenas de 3 em 3 anos? Ou o professor que concorre em determinado ano só pode concorrer 3 anos depois?
Concretizo.
O professor X, com 20 valores, colocado (em casco de rolha) concorre em 2006 para o distrito de Leiria para se aproximar do conjugue, é colocado em Peniche. 120Km +- porque em Leiria não abriu nenhuma vaga na sua disciplina.
O professor Y, da mesma disciplina, com 18 valores, não concorre em 2006. Em 2007,abre uma vaga em Leiria
O professor X não pode concorrer, o professor Y concorre e é colocado em Leiria ultrapassando o seu colega menos cotado e, logicamente, com menos direitos.
É isto que vai acontecer? Ou apenas estamos a fazer demagogia?
O representante do sindicato da PSP mostrou ser convencido e mal educado.
Convencido ao afirmar que a PSP desgastou o governo anterior obrigando Durão Barrou a sair.
Mal educado quando se dirige de forma vulgar ao primeiro ministro e promete enviá-lo para o Quénia.
Com sindicalistas destes não se prestigia a PSP.
Portugal desceu um ponto na classificação de desenvolvimento ocupando a 27ª posição atrás de países que ainda há bem pouco estavam muita afastados.
Se verificarmos os números referentes ao analfabetismo a posição é ainda pior.
Em termos globais, 11% da população portuguesa é analfabeta, mas há zonas do nosso país onde esses valores ultrapassam os 20% e alguns deles bem perto de centros literários. É o caso da zona do Pinhal entre Coimbra e a Serra da Estrela.
Deixo aqui alguns dados.
Pinhal Litoral(Figueira da Foz, Marinha Grande, Nazaré, Leiria, Pombal)Pinhal Interior Norte(Miranda do Corvo, Castanheira, Figueiró dos Vinhos)Pinhal Interior Sul(Ourém, Tomar, Abrantes, Porto Alegre, Castelo Branco) 1991 – 13,2%2001 – 10,1%1991 – 16,7%2001 – 13,1%1991 – 24,5%2001 – 19,8%
Alentejo Central(Montemor-o-Novo, Alcácer do Sal, Évora)Alto Alentejo(Estremoz, Elvas, Portalegre)Baixo Alentejo(Beja, Mértola, Moura, Serpa, Castro verde)Alentejo Litoral(Grândola, Santiago do Cacém, Sines, Odemira) 1991 – 19,4%2001 – 14,8%1991 – 21,9%2001 – 17,6%1991 – 23,3%2001 – 18,2%1991 – 24,2%2001 – 19,2%
Algarve 1991 – 14,2%2001 – 10,4%
Por mais que me esforce não consigo entender.
O governo acaba de anunciar que irá ser dada formação matemática a 5.000 professores do Ensino Básico recorrendo para tal formação aos professores das Escolas Superiores de Educação.
Aparentemente tudo muito bem.
Já em texto anterior afirmei que não é por falta de formação que os professores não ensinam (ou não fazem que os alunos aprendam).
Os professores do Ensino Básico desde 76 têm formação matemática nas referidas escolas. Os que se formaram antes de 76 ou já estão aposentados ou aposentar-se-ão nos próximos 3 anos.
Os professores de matemática das Escolas Superiores são os mesmos que lhe deram a formação durante o curso.
Então vão dar que formação?
Não penso que não haja boa vontade do governo. Mas onde estão os técnicos do PS altamente habilitados, alguns ex-ministro e secretários de estado, que não informam o governo da situação?
A aparente eficácia do Ministério da Educação na colocação de professores parece ter silenciado os sindicatos dando ao país a ilusão de que está tudo bem.
Não está.
Desiluda-se a Srª Ministra. Fazer menos mal do que o ano passado não era difícil, qualquer técnico o teria feito.
A Srª Ministra demonstrou ser rápida a enviar despachos para as escolas numa “sanha” de poupança de alguns euros calando a boca ao populismo bacoco contra os professores.
Mas a realidade, neste momento, é mais ou menos esta:
- Professores com vários anos de efectividade no quadro de escola deslocados por ordem do ministério para escolas a dezenas ou centenas de quilómetros deixando vagas que, entretanto, tiveram de ser preenchidas por colegas do quadro de zona menos qualificados.
- Em escolas onde havia uma vaga foram colocados 3 ou 4 professores porque a respectiva vaga foi preenchida primeiro pelo concurso de destacamento e depois pela preocupação da Srª Ministra em colocar aqueles que iriam ficar com horário zero.
- Escolas donde foram retirados professores efectivos porque os horários passaram a ser de 28 horas lectivas mas as horas para apoios e outras actividades da escola não foram contabilizadas sendo posteriormente ocupadas por professores doutros quadros ou contratados.
- Turmas alunos que vão dos 27 a 30 alunos, entretanto milhares de professores que irão ganhar subsídio de desemprego.
Não Srª Ministra! O que parece estar bem não está. Não haverá poupança significativa e a qualidade de ensino não vai melhorar. Garanto com a experiência de 36 anos de prática e alguma investigação pedagógica.
Começou de mansinho às duas da manhã mas já vai com algum significado. Esperamos que se mantenha assim e se estenda a todo o país, o pior que nos podia acontecer era a chuva vir de pancada, os terrenos das áreas ardidas seriam arrastados, para além da desertificação dessas áreas, o desastre ecológico era tremendo.
Se, por qualquer razão, o Sr Primeiro Ministro soubesse destas palavras dir-lhe-ia.
Respeitosamente.
Sr. Primeiro Ministro, aceite o conselho de um velho socialista que não tem ambições políticas mas muita experiência de vida. Mais reflexão, mais eficiência, menos demagogia.
Anunciou V. Exª que iria ser dada formação matemática aos professores do 1º ciclo.
Sr. Primeiro ministro, os professores do 1º ciclo, à excepção de menos de 1% que ainda tiraram os cursos antes de 1975, tiveram matemática nos cursos das Escolas do Magistério e Superiores durante 2 ou 3 anos o que é mais que suficiente para ensinar a matemática e aritmética no referido ciclo.
Não é por falta de formação dos professores que os alunos não sabem matemática. Nos 2º e 3º ciclos também não sabem e, aí, os professores são licenciados.
As razões do insucesso escolar são outras. Não atire fora mais dinheiro dos contribuintes que tanto está a sacrificar
Alguma vez o povo americano ou os seus todo-poderosos presidentes pensaram que os cubanos, que sofrem um infame bloqueio económico há quarenta anos, viriam a oferecer-lhe ajuda?
Uma coisa também não percebo.
O maremoto na Ásia poderia ser previsto com uma hora de avanço, mas o furacão conhecia-se a sua força e a sua rota três dias antes. Porque é que os poderosos Estados Unidos( governo estadual e federal) pouco ou nada fizeram para evacuar as pessoas?
Será porque aquela zona é habitada maioritariamente por negros?
Quererão os grandes capitais erguer grandes torres onde existiam as casa tradicionais?
Dúvidas que me ficam.