Não sou admirador de futebol e ainda menos adepto do Benfica, ontem vi-o por acaso.
Não gostei de ver o árbitro roubar descaradamente o clube português.
Era inglês e não engoliu o afastamento do Liverpool.
O mundo é de palavras.
Tudo muda,
As palavras ficam.
Escritas, gravadas, impressas,
Decoradas, transmitidas, floridas,
Doces, agressivas, rudes, compreensivas,
Meigas, brutas, cínicas, honesta,
Maldosas, inocentes,
Concretas, incoerentes,
Gritadas, cantadas, surdinas,
De amor ou de ódio,
Sinceras, fingidas,
No campo e no pódio
Na rua, na cama,
De longe, ao ouvido,
Agudas ou cavas,
O Mundo é Palavras.
Não tenho mais palavras.
João Norte
Isto ainda não acabou.
Tenho andado muito ocupado, até deixei passar o "congresso" do PSD sem dar por ele, não terei sido o único.
Um abraço a todos.
Até um dia destes.
Escrevi aqui neste mesmo espaço, há muito tempo, não sei se ainda poderá ser lido, que a invasão do Iraque representava um desconhecimento da mentalidade daqueles povos, que o ocidente se iria meter num ninho de vespa.
Noutro texto expressei a minha previsão, que os iraquianos se iriam envolver numa guerra civil ( sunitas contra xiitas e xiitas contra sunitas e curdos).
Neste momento, lamento, mas já não são só previsões.
A mentalidade daqueles povos, podem alguns chamar-lhe barbárie, eu chamo-lhe apenas diferente, é dirigida por conceitos religiosos muito primitivos, muito emotivos e nada tem de comum com o racionalismo ocidental.
Querer transferir para lá democracias à força, mesmo que, como nós sabemos, não houvesse outros interesses inconfessados, seria tão difícil como meter uma planície na serra do espinhaço de cão.
Os resultados são lamentáveis, o futuro mostra-se mais sombrio.
Penso que todos nós, quando escrevemos, nos recolocamos nas referências da memória.
Este blogue tem servido para exercer o meu direito de crítica, ainda que ninguém a leia e também para, através dele, recordar a minha infância. Quem o tiver acompanhado sabe disso. Escrevi alguns textos, alguns versos, (chamar poesia é demasiado pretensioso), reportando-me sempre aos lugares da minha infância, e à recriação imaginativa que eles me davam.
Porém as referências vão se apagando. Dos familiares que lá ficaram, foi há pouco tempo um primo com quem fui criado de mais perto, ontem foi o meu cunhado, companheiro de muitas viagens. Era na casa deste tio que a minha filhota mais gostava de fazer os fins-de-semana. Estou a escrever de luto.
Resta, na minha pequena aldeia, a minha irmã mais velha. Se for antes de mim, restar-me-ão como referência algumas árvores que ainda não foram abatidas e o ribeiro poluído.
Ficarão apenas as imagens gravadas quando criança.
Embora não concorde muito com “dias internacionais” não queria deixar passar este dia sem uma palavra de apoio às mulheres /vou ver se não me esqueço de comprar uma flor à minha).
Serei dos poucos homens que, na década de 80,como professor de uma Escola do Magistério Primário, participou no “movimento feminino” (penso que era assim que se chamava na época), já dei a minha participação pessoal para a luta que as mulheres continuam.
Mas há um conselho que continuo a dar, não será por cotas que as mulheres conquistarão nos meios onde ainda ocupam poucos lugares, será por luta directa e mérito.
Na minha profissão, a maioria eram e são mulheres, não chegaram lá por cotas nem têm menos direitos.
Conheço muito bem a história, mas hoje “luta pelos direitos” não se ganha com manifestações.
A minha cabeça, ou qualquer neurónio dentro dela, é levada dos diabos.
A memória só memoriza o que muito bem entende, há data e assuntos que nunca esqueço e há outros nunca sou capaz de lembrar. Por vezes, fico até envergonhado da minha aparente falta de memória. Digo aparente porque, na generalidade, tenho a chamada memória de elefante.
Aceitar é ainda pior.
Vem este arrazoado a propósito da tomada de posse do Dr.Cavaco Silva como Sua Excelência Presidente da República.
Racionalmente, e como democrata aceito o resultado das eleições e vou ter cuidado de o respeitar como Sua Excelência.
Mas isso é já dentro de 48 horas. Só que aquela cara custa a entrar na minha cabeça. É assim como dizia o António Silva ao som “bate na lâmpada e salta fora”.
Há blogues que leio regularmente, o troll urbano é um deles.
Não por conhecer as pessoas, não conheço pessoalmente a maioria dos autores, leio porque as ideias são interessantes, as críticas oportunas, os textos ou os poemas bonitos.
Não estou na blogoesfera nem para me elevar nem para criticar pessoas, critico sim e sempre as ideias sem olhar a partido, área política, preferências sexuais.
Considero a blogoesfera como páginas livres onde cada um, sem ofender, pode e deve escrever o que pensa, o que sente, o que lhe vai na alma.
Já escrevi textos variados, poesia, crítica política, análise de circunstância.
Vem isto a propósito dos comentários deixados aos textos da Isabel Faria.
Parece que a liberdade da blogoesfera incomoda como já assistimos à invasão da redacção de um jornal, são sinais desagradáveis para que presa a liberdade de expressão responsável.
À Isabel peço que passe por cima dos comentários parvos, porque parvos haverá sempre e nada mais serão capazes de fazer senão incomodar os outros.
Parece-me andar muita dúvida na cabeça de muita gente, penso que o Sr. Ministro as não terá.
O ministro anunciou a publicação de uma lista de DEVEDORES ao fisco. Só alguns. Toda a gente desatou a fazer contas. 17 mil milhões, 20 mil milhões, não se sabe ao certo porque há dois níveis, os que devem 50.000 e os que devem 200.000.
Isto são DEVEDORES, pessoas ou empresas que facturaram e não pagaram.
Outra coisa, bem maior, penso eu, é a economia paralela, a FUGA ao fisco, o que se produz e se vende sem documento e esta mazela está calculada em cerca de 25% da economia.
Quer isto dizer que se toda a economia fosse facturada e todos cumprissem, Portugal não teria défice e teria dinheiro para construir vários aeroportos, hospitais, e todos os auto-estradas sem portagem.