Com a renovação da praça de touros do Campo Pequeno que, queiramos ou não, é um monumento a preservar, redobram-se os protestos dos “amigos dos animais”
Este é um assunto em que confesso as minhas confusões.
Não gosto de espectáculos de sangue. Não sou frequentador de touradas.
Mas não concordo com os argumentos dos que se intitulam defensores dos animais que vêm gritar para a rua contra as touradas porque”coitadinho do touro que sofre muito” e, seguidamente, se sentam à mesa do restaurante a comer lagosta que é metida viva na panela a ferver.
Outra coisa que me deixa dúvidas é, se não houvesse tourada, o touro era um animal condenado à extinção, não tem nenhum interesse económico. Dir-me-ão que estamos a criar uma espécie para depois a sacrificarmos. De acordo. Mas isso fazemos a todas.
A razão porque não gosto das touradas não tem tanto a ver com o sofrimento do touro, (qualquer animal no matadouro sofre mais) tem sim a ver com a atitude sanguinária que o espectáculo adquire.
Discordo completamente que se pretenda fazer um boicote ao comércio instalado na praça de Campo Pequeno que pode funcionar como alternativa aos “famigerados” centros comerciais fora da cidade.
Acabo de abrir a minha caixa do correio, lá dentro a “ Revista Municipal das Caldas da Rainha”
Fico muito grato ao Sr. Presidente da Câmara por este gesto tão simpático pôr-me ao corrente das “intenções construtivas” desta cidade onde moro.
Ao mesmo tempo que recebo esta revista, decorre em cerimónia pública, com pompa e circunstância, o lançamento da primeira pedra para o que será um pavilhão multiusos cuja fotografia de projecto decora a capa da revista.
Toda muito bonita esta revista. Entre coisas já inauguradas e outras que para nada servem, ficamos com a ilusão de uma cidade em desenvolvimento. Porém, hoje que é precisamente o dia da cidade, dando uma volta pela mesma e não é necessário ir às ruas mais afastadas basta passear pelas principais, o que nos fica na retina são os montes de lixo acumulado, a porcaria de pavimentos que não são limpos há séculos, ervas crescendo pelas paredes, o abandono a que esta cidade está votada.
Perguntei a alguns moradores onde eram as festas da cidade, ninguém sabia. O comércio todo fechado agravava ainda mais o ar de abandono.
Sr. Presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, fico muito grato pela revista, todos os moradores ficarão, mas ficariam muito mais se vissem a cidade limpa e com ar agradável.
Voltemos ao cinto de castidade.
O problema da nossa sociedade não é a falta de dinheiro, a baixa produção, ou insucesso escolar, é a falta de castidade.
Monsenhor Luciano Guerra. (citado de memória)
Aí está uma forma simples, com certeza eficaz a avaliar pela importância social da pessoa que assim pensa, voltemos ao cinto de castidade.
Porém apetece-me perguntar ao monsenhor Luciano Guerra se já reparou que são as sociedades menos cultas, onde a pobreza é maior, o nível de escolaridade mais baixo, as menos castas, mais promíscuas e onde os problemas de saúde, relacionados com a sexualidade, são maiores.
Possivelmente não reparou. A leitura e investigação na cabeça de monsenhor Luciano Guerra estão fechadas a cinto de castidade.
A estupidez é um momento difícil de ultrapassar.
(uberto stabille)
Este pensamento do poeta e escritor andaluz Uberto Stabille encerra em si mesmo todo o conceito de estupidez.
Não vale a pena alguém lúcido e inteligente tentar esclarecer o estúpido, porque o estúpido não entende nem aprende. Se ele entendesse alguma coisa não era estúpido era apenas ignorante.
O ignorante, tomando aqui o conceito de uma forma lata, é aquele que não sabe, por isso, ignorante somos todos. Mas estúpidos são só alguns.
Esta diferença nem sempre é perceptível a alguns governantes que tratam os governados como se fossem estúpidos, que não entendessem e, por isso, lhes dá o direito de governar como muito bem entendem ou lhes pagam, sem mais explicações a quem os elegeu e que tem direito de ser esclarecido.
Também alguma comunicação social (os media) tratam os ouvintes como estúpidos, manipulando a notícia, criando o facto onde ele não existe, manejando a imagem cujo efeito sabem muito bem qual é. Não há intenção de informar e muito menos elucidar como seria sua obrigação. Deste comportamento não podemos (infelizmente) retirar a Igreja que continua a fazer dos crentes estúpidos.
Li hoje no correio da manhã que os criançolas do PNR se iam concentrar em Vila de Rei para protestarem contra a imigração de brasileiros.
Sei que estamos numa democracia que até permite a essa garotada manifestarem-se quando e onde lhe dá na sua ignorância mas, geralmente, exageram.
Não haverá um corpo policial, sempre tão pronto noutras ocasiões, que dê uma carga de porrada nesses garotelhos?
Possivelmente vai ignorá-los. Talvez seja melhor.
Colecção On Demand
João Luís Norte, O Peso do Silêncio - (em lançamento)
Que raio se passa neste país?
Sou velho, ou melhor, já não sou muito novo.
Vivi e lutei sempre na esperança deste meu país sair da ignorância e atavismo em que tinha vivido durante a ditadura. Esperava, como todos os homens de boa fé, que a liberdade trouxesse consigo a vontade de vencer, de produzir, de modernizar, de aprender, de ser como os outros povos da Europa.
A entrada na U. Europeia reforçou esta ideia e esta esperança, embora se assistisse a desmandos continuados e à inércia de muitos portugueses.
Todavia, a entrada de dinheiros fáceis parece ter dado um resultado inverso, são disso prova o abandono da nossa agricultura e da nossa pequena indústria que não foi capaz de se modernizar e competir.
Não é com certeza a concorrência da Ásia como querem fazer pensar alguns, basta ir aqui ao lado. Os bons terrenos portugueses estão abandonados, ao lado, onde havia só seixo, hoje produzem-se as laranjas e os morangos que compramos.
A nossa indústria de cerâmica, para só dar um exemplo, desapareceu, hoje compramos tudo à “Roca” espanhola.
As previsões apontam para a queda continuada, em 2050 seremos ainda mais pobres, ultrapassados pelos países vindos da URSS.
Não é um problema de clima, nem de situação geografia, de falta de solos, nem de inteligências, é falta de governo, de investimento e, talvez de cultura de sucesso.
Exma. Senhora
Ministra da Educação.
Excelência.
Eu abaixo, quase “assassinado” professor, cumpridor das regras anunciadas por V. Excelência, venho informar que faltarei às minhas aulas no próximo dia 32 de Maio, por me encontrar atacado por um forte vírus de gripe que já encomendei. Mais informo que faltarei no mês de Junho por assistência ao meu filho de 3 anos para quem encomendei uma otite.
Junto plano de aulas, que ainda não sei como vão ser, porque os alunos não têm ritmo de aprendizagem, para que o meu colega não faça mais figura de palhaço.
Apresento a V. Excelência os meus respeitosos cumprimentos.
A bem da Nação.
Professor deslocado.
Zé mal pago.
O Irão não parou, nem vai parar, o seu desenvolvimento nuclear.
É mais um caso muito sério para o mundo de hoje.
Não me augura nada de bom.
Assinaturas falsas nas eleições do PSD.
Tudo gente muito “honesta”