novembro 29, 2006

Neste país!

Entrevista-se e interroga-se um sujeito que afirma ter fabricado uma bomba que provocou a morte de várias pessoas. Entre elas um primeiro-ministro e ministro.

E pronto! Vai-te embora.


Publicado por João Norte em 09:20 AM | Comentários (2)

novembro 27, 2006

Adeus Mário.

Perdemos mais um Poeta, um Artísta ( com P e A maiúsculos) Mário Cesariny.

Como todos os Artistas morreu de pé. Quero dizer “não morreu” foi-se embora, fomos nós que ficámos sem ele, e, por isso, mais sós. Todavia, enriquecidos com a sua obra

Publicado por João Norte em 05:13 PM | Comentários (0)

novembro 13, 2006

Devo ser muito burro!

Há coisas que eu não entendo.

Há pouco anunciaram-nos que o aumento da electricidade para consumo doméstico iria subir 16%.
Depois, o Sr. Ministro achando demais e numa “ política socialista” passou para 6% mas avisando que para 2008 vai ter maior aumento porque estamos a pagar a electricidade abaixo do custo

Mas:

O lucro da EDP - Energias de Portugal subiu 83,8% nos primeiros nove meses deste ano, face a igual período de 2005, para 649,7 milhões de euros.

É isto que eu não percebo.

Se estamos a pagar a electricidade abaixo do custo como é que a EDP tem esta enormidade de lucros?

Publicado por João Norte em 12:52 PM | Comentários (3)

novembro 10, 2006

A não perder.

AFINAL os PROFESSORES em Portugal não são assim tão maus ...

Consulte a última versão (2006) do Education at a Glance, publicado pela OCDE, em:

Se for à página 58, verá desmontada a convicção generalizada de que os professores portugueses passam pouco tempo na escola e que no estrangeiro não é assim. É apresentado no estudo o tempo de permanência na escola, onde os professpres portugueses estão em 14º lugar (em 28 países), com tempos de permanência superiores aos japoneses, húngaros, coreanos, espanhóis, gregos, italianos, finlandeses, austríacos, franceses, dinamarqueses, luxemburgueses, checos, islandeses e noruegueses!
No mesmo documento de 2006 poderá verificar, na página 56, que os professores portugueses estão em 21º lugar (em 31 países) quanto a salários!
Na página 32 poderá verificar que, quanto a investimento na educação em relação ao PIB, estamos num modesto 19º lugar (em 31 países) e que estamos em 23º lugar (em 31 países) quanto ao investimento por aluno.

Isto o ME não manda publicar... Manuel Miranda

enviado por e-mail

Publicado por João Norte em 09:45 PM | Comentários (1)

Isto é RIGOR!

Ainda há quem não acredite no rigor e contenção deste governo.
Ora vejam!

Os sindicatos dão uns números muito altos para a greve, mas sem rigor! +_ 80%

O governo diz : - 11,74. Isto é rigor!

Mas eu fiz as contas no meu computador (meu) não é daqueles que a ministra diz que distribuiu, e deu-me 11,7474747474747474747.

Ora isto prova que o governo passou a usar aquelas maquininhas de algibeira pequenininhas da TEXAS.

Contenção e rigor!

Publicado por João Norte em 03:05 PM | Comentários (1)

novembro 09, 2006

Faça favor de ler.

Gracias profesorado, sin vosotros no seria posible"
Santana Castilho

À epígrafe subjaz uma das muitas diferenças que explicam como, tão perto, estamos tão longe. Foi escolhida pela Consejeria de Educación da Junta de Andalucia, da vizinha Espanha, para lema de uma campanha na imprensa, rádio e televisão, visando prestigiar, reconhecer e valorizar socialmente a profissão de professor.
A Consejeria está para o governo autonómico da Andaluzia como o nosso Ministério da Educação está para o governo do país. A sua titular, consejera (ministra) Cândida Martinez, considerou o conjunto dos 112.000 professores sob sua tutela "o elemento central do sistema educativo" e quis, com esta campanha, "agradecer em nome de toda a sociedade o trabalho que, em cada dia, realizam estes docentes" nas suas escolas.
É caso para dizer, ironicamente: lá, como cá! Lá, 20 anos de adesão à Europa transformaram a Espanha numa das 10 maiores economias mundiais e 45 milhões de habitantes em cidadãos. Apesar do atraso, da presença de nações distintas e dos antagonismos linguísticos. Aqui, primeiro-ministro, ministra da Educação e sequazes, tudo têm feito para dividir os 10 milhões de habitantes em bons e maus, produtivos e vilões. Porque a cidadania é escassa, o populismo destes pequenos políticos resulta e espelha-se nos fóruns da TSF e Antena 1, nos correios dos leitores da imprensa escrita e nos comentários dos blogues. Os professores são hoje, infelizmente, para muitos portugueses invejosos e pouco esclarecidos, os novos párias da sociedade.
O anunciado prolongamento das negociações entre a plataforma sindical e o Ministério da Educação sobre o estatuto dos professores está obviamente condenado ao insucesso. Os sindicatos reclamaram-no para não serem acusados, mais do que já são por alguns, de intransigência. O ministério aceitou-o porque a lei assim obriga. Ambos sabem que o resultado vai ser nulo. Mas o tema justifica algumas considerações, entre tantas possíveis, que ofereço à reflexão de quem pensa que os sindicatos não passam de forças de bloqueio e os professores de desavergonhados privilegiados.
Para reunir cerca de 30.000, vindos de todo o país em dia feriado, e conseguir uma adesão da ordem dos 80 por cento a dois dias de greve, tem de haver um número esmagador e bem superior de professores descontentes. Esta realidade está bem para além da influência do PCP ou dos sindicatos. Significa uma ruptura absolutamente única entre o corpo docente e o Ministério da Educação.
Pouco importa que o primeiro-ministro, alardeando insensibilidade política e sobranceria pessoal, fale de humor quando devia aproveitar, democraticamente, para reflectir sobre a natureza da mensagem. Pouco importa a boçalidade das gargalhadas da ministra quando interrogada sobre o facto. Os atentos sabem que não há concerto possível para esta política de reformas, que assenta no ataque a determinados grupos profissionais, instigando terceiros contra os "privilégios" por aqueles adquiridos.
Falemos de "privilégios". Qual é o vencimento liquido dos professores, depois de 16 anos de estudo, pelo menos, a que acrescem formações periódicas obrigatórias, pós-graduações, mestrados e doutoramentos em número já significativo, pagos do próprio bolso? Em inicio de carreira são cerca de 760 euros, 1000 ao fim de 13 anos de serviço, 1400 ao fim de 23 anos de trabalho. Com 30 anos de serviço chegam aos 1700 euros. Será isto escandaloso?
O impacto da diminuição salarial proposta pelo Ministério da Educação, projectada ao longo da carreira, chega a atingir verbas da ordem dos 300.000 euros. Não deverão os professores lutar por estes "direitos adquiridos"? Para justificar esta rapina, os novos justiceiros falam de justiça social. Estranha maneira de fazer justiça, radicada no cortar, no diminuir e no vilipendiar os que já têm algo. Por que não escolhem aumentar os que têm menos, em vez de lhes alimentar ressentimentos? Que progresso é o deste país, que anda para trás em nome da justiça social?
Qualquer professor tem 35 horas de serviço semanal, como qualquer funcionário público. As 13 dessas horas que não são de aulas são insuficientes para realizar as tarefas que cabem a um professor. Por favor, peço aos portugueses mais distraídos que façam alguns exercícios fáceis. Estejam atentos ao próximo teste que os vossos filhos levem para casa. Leiam-no e reescrevam as anotações que os professores lá exararam. Pensem que ter 200 alunos é uma média corrente. Se o professor fizer dois testes por período e gastar 15 minutos a corrigir cada um, necessitará de 100 horas. Quer isto dizer que lhe sobram 50 horas, nesse período de três meses, para reuniões na escola, preparar lições, atender pais, etc., etc. Onde vai esse tempo?
Por favor, preencham duzentas daquelas fichas idiotas que os professores têm que preencher. Cronometrem o tempo.
Experimentem um só dia espreitar para o interior de uma escola, daquelas em cujas imediações a policia apreendeu, desde o inicio do ano lectivo, 1159 doses de heroína, 1406 de cocaína e 3358 de haxixe. Não falhem uma daquelas onde há rapazinhos com pulseiras electrónicas no tornozelo.
Se não mudarem as ideias sobre os privilégios dos professores, digam-me, que eu sugiro mais exercícios, de tantos que poderão clarificar o que é ser professor, hoje, em Portugal.

Professor do ensino superior

In Público

Publicado por João Norte em 11:36 AM | Comentários (1)

novembro 05, 2006

Condenação de Sadam.

Em 28 de Abril de 2004, pensando no Iraque, escrevi esta espécie de poema que agora republico.
Nesse tempo eram muitas as vozes que se velantavam contra a invasão.
Hoje, com mais de 600 mil mortos, esta condenação é um exemplo para quem?
Que valores se transmite o "chamado mundo ocidental"?

O Sadam era um tirano. E os outros?...

Um Deus Matando
Este tempo em que vivemos é tramado.
Há homens e monstros
Que circulam tão armados,
legais ou legalizados,
Quase honestamente apresentados.
Lobos de cordeiro disfarçados
Prontos a matar por um deus desconhecido.
E nem sequer se mostram arrependidos
Que de nada já nos valer podia,
O negrume da morte vem de dia,
Nos caminhos das armas percorridos.
De grandes impérios enriquecidos,
Pensam o mundo subjugar
E quem como eles não pensar,
Ao jugo serão submetidos.
Em nome de valores que são só seus,
Porque de deus se julgam enviados,
Os fanáticos pelo mundo andam espalhados.
Um deus matando, em nome doutro deus.
...../......
João Norte

Publicado por João Norte em 09:42 PM | Comentários (

Publicado por João Norte em 06:46 PM | Comentários (0)

novembro 03, 2006

Convite

A Livraria União, as Edições Ecopy e o autor, João Norte

Têm o prazer de convidar V. Ex.ª para a apresentação do livro “ O Peso do Silêncio”

Pela Dr.ª Marina Ximenes

A apresentação realizar-se-á no dia 25 de Novembro (Sábado) pelas 15 horas no CAERO ( Centro de Apoio ao Empresário da Região Oeste) em Torres Vedras, acompanhada de um “ buffet” e convívio.


Entrada livre! Esperamos por si!

Mais informações – 261 314 186
962 560 660

Publicado por João Norte em 06:57 PM | Comentários (0)

novembro 02, 2006

A Ministra sabe o que faz. Não sabe nem quer saber é das consequências que isso vai ter.A história dirá um dia desta triste governanta. Incompetente!

Responsabilidade moral da Ministra

Num comentário a uma das minhas postagens, o nosso colega Henrique Santos afirma que não é demagogia atribuir à Sra. Ministra da Educação a responsabilidade moral pelos insultos, vexames e agressões de que os professores são diariamente vítimas na escola.

Estou plenamente de acordo com ele.

As leis distinguem entre a autoria material de um crime e a sua autoria moral. É lógico que façam esta distinção: se a não fizessem, deixariam impune quem manda cometer um crime ou cria as condições para o seu cometimento, punindo apenas aquele que, por assim dizer, apertou o gatilho.

Que eu saiba, a cidadã Maria de Lurdes Rodrigues nunca andou pela rua aos gritos a ameaçar de morte um professor; nunca forçou fisicamente a entrada numa sala de aula; nunca chamou «puta» a uma professora; nunca berrou nos corredores duma escola que os professores só lá andam para se comerem uns aos outros; nunca andou com pregos a riscar automóveis; nunca deu a nenhum professor uma tareia que o mandasse para uma cama de hospital.

Materialmente, nunca terá feito nada disto; mas moralmente tem-no feito, e mais, e pior; e prepara-se para continuar a fazê-lo.

Maria de Lurdes Rodrigues torna-se culpada da violência sobre os professores por várias formas e por várias vias. Desde logo ao intensificar as campanhas de desinformação que já vêm dos seus antecessores, campanhas essas destinadas a promover na opinião pública um clima de animosidade que torne politicamente possível sobrecarregá-los cada vez mais de trabalho pagando-lhes cada vez menos. (A opinião pública desinformada tem desculpa para pensar que os professores trabalham pouco; mas a Ministra, que sabe muito bem que na sua maior parte os professores trabalham demais, não tem desculpa para alimentar e promover esta mentira).

Torna-se culpada, em segundo lugar, ao tentar transformar os casos de violência sobre os professores em conflitos privados entre cidadãos individuais. Ficou tristemente célebre a sua resposta estilo Marie Antoinette quando confrontada com estes casos: «Eles que chamem a polícia». Esta é uma política que vem de longe; mas enquanto o Estado Português não vir nas agressões aos professores aquilo que elas realmente são - ataques, muitas vezes com algum nível de organização, à instituição «escola»; e por essa via ataques aos restantes alunos e à sociedade civil - todo e qualquer responsável político do Ministério da Educação terá que ser considerado autor moral de todas e cada uma dessas agressões.

Torna-se responsável, finalmente, ao lançar para o espaço público mensagens que podem ser verdadeiras em si mesmas sem cuidar das deturpações que possam sofrer até chegarem aos seus destinatários. É verdade, por exemplo, que a escola existe para os alunos; mas é grave que esta verdade se transforme, de retransmissão em retransmissão, naquilo que a semana passada um aluno agressor disse à professora agredida, tratando-a por tu: «Olha que agora os professores estão muito lá em baixo e os alunos é que estão por cima».

Qualquer pessoa que tenha por profissão comunicar - professor, jornalista ou político - sabe, ou devia saber, que não basta enviar a mensagem, é preciso controlar o feedback. Maria de Lurdes Rodrigues não faz este controlo - não sei se por incompetência, se por indiferença, ou se de propósito. O certo é que temos alunos agressores que acreditam, na sua brutal inocência, que estão a agir com autorização da Ministra. E perante isto Maria de Lurdes Rodrigues cala-se e consente.

Publicado por João Norte em 02:29 PM | Comentários (3)

novembro 01, 2006

Para que serve um Blogue?

Este blogue já fez 3 anos.

Nele têm sido escritas as mais variadas coisas: poesias, “estórias”, críticas. O que me vem à cabeça, sem grande preocupação, mas sempre com o respeito pelos outros e até amizade por muitos que, embora não conheça pessoalmente, me parecem, através dos seus textos, pessoas de bem.

Para mim, um blogue é uma página livre.
Um espaço pessoal, uma forma de comunicar, ir ao encontro de outras pessoas, para quem não está no quadradinho da TV, não tem coluna em periódico e, por isso, se pode sentir-se isolado nesta selva de solidão em que se transformam as cidades.

Porém, em lado algum, liberdade que dizer falta de respeito.

Já chateiam os comentários parvos, os “riapa” que nos entopem e emperram o computador, agora não sei que se intitula “a voz do cidadão” enche a caixa do correio por e-mail.

Aborrecem-me os bloguistas que insultam quem imaginam não fazer parte da sua cor política.

Lamento os que, não sendo capazes de criar nada, ofendem quem escreve, e outros que escrevem mas que se acham os únicos com esse direito.

Assim, a blogoesfera que podia ser uns espaço de aproximação, de troca de ideias, de informação e convívio, transforma-se num campo de batalha em que todos perda a guerra.

Um abraço a todos os bloguistas de boa fé.

Publicado por João Norte em 03:18 PM | Comentários (0)