março 23, 2007

Vou fugir da "OTA"

Vou fazer uns dias de férias. A Primavera chegou há que vivê-la, sair de casa Talvez dê para escrever alguma coisa, ver caras novas, apanhar sol. Fugir do ecrã.
Aos amigos desejo uma boa semana.

Publicado por João Norte em 05:04 PM | Comentários (114) | TrackBack

março 21, 2007

Hoje não escrevo


Muito menos tentar escrever algum com pretensões de poesia. Quem sou eu?!

Publicado por João Norte em 03:38 PM | Comentários (116) | TrackBack

março 20, 2007

Provocar a guerra para fazer a paz.

É horrível ou ler quem defende que os EU serão necessários para travar a guerra civil no Iraque, verificar quanto isso é uma fatalidade.
A guerra civil era previsível. Muita gente, eu próprio, aqui, escrevi, que a invasão iria abrir caminho à luta entre sunitas xiitas e curdos. Hoje o mundo aceita esse facto. Temo que o maior conflito poderá ainda estar longe, porque envolvendo os Curdos poderá não ficar só pelos curdos iraquianos mas arrastar a Turquia e o Curdistão.

Publicado por João Norte em 11:49 AM | Comentários (69) | TrackBack

março 19, 2007

O primeiro poema que li na blogoesfera.

Arrumei, outrora, um pecado meu
como costumo arrumar tudo mais.
Pensei, naquela altura, que jamais
abriria esse armário cor de breu.

Enganei-me. A vida prega, afinal,
estas partidas: remexe gavetas,
abre memórias, cava valetas.
Apunhála-nos de forma brutal.

P'ra já, vem de mansinho e com balelas.
Ilumina esquinas em tons dourados,
leva-nos a esquecer erros passados

E pinta-nos miríades de telas.
Depois, apaga a luz e o triste fado
mostra o que em mim ficou desarrumado.

(c) Dulce Dias - 1998-09-09

Os meus cumprimentos à autora

Publicado por João Norte em 12:33 PM | Comentários (90) | TrackBack

março 18, 2007

Melhor do que a oração

A beleza não está no que dizem as palavras
Mas no que dizem sem dizê-lo
Mais desejáveis são os seios entrevistos
Através das madeixas do teu cabelo

Neste vão e flutuante mundo
O que resta a um homem?
Pode dedicar-se à oração
Mas se isso porventura não resulta
O melhor é refugiar-se entre os seios duma mulher
Acariciar as suas coxas quentes
E possuir o que entre elas se oculta


Poema eróticos indianos

Publicado por João Norte em 04:59 PM | Comentários (269) | TrackBack

março 17, 2007

Bolsa da pesporrência - Santana Arrilho-Jornal Público

Avaliação do desempenho, pura e simplesmente, não existe. Apenas bolsa da pesporrência retórica dos novos justiceiros

Oque o Governo acaba de propor para o funcionalismo público é a continuação de um genocídio em que os professores foram os primeiros imolados. Muitos dos que aplaudiram a cruzada, sendo funcionários públicos, perceberão, quando lhes tocarem à porta, que os dividendos do egoísmo são efémeros. O que se fez aos professores vai agora ser aplicado aos restantes funcionários públicos. Concluído este segundo assalto, o sector privado ficará à mercê da lógica dos patrões: se a precariedade já é máxima no público, por que havemos de manter o que sobra de estabilidade no privado? Pela mão de Sócrates, o Único, a esquerda moderna terá então feito, numa legislatura, mais do que a direita desejou, mas não fez, durante toda a Terceira República.
Os comportamentos mudam-se com incentivos, com formação, com comunicação organizacional, com chefias competentes, com gestão adequada. O grande problema dos serviços públicos não radica nos que obedecem. Está nos que mandam. Os que mandam querem convencer os indígenas de que a chave do sucesso é a avaliação do desempenho. Mas não sabem do que falam. O que produzem é tecnicamente grosseiro e com objectivos únicos: diminuir as remunerações, aumentar as horas de trabalho, despedir, vergar. Não será por aí que aumentarão a qualidade e a produtividade.
A avaliação do desempenho só serve se for um instrumento de gestão do desempenho. Os reformadores ignorantes confundem avaliação do desempenho com classificação do desempenho. Avaliar é comparar um percurso percorrido com um percurso planeado, para identificar obstáculos e formas de os superar. Supõe objectivos claramente definidos e estratégias adequadas. À boa gestão importa, sobretudo, o carácter formativo da avaliação: para identificar as dificuldades das pessoas e ajudá-las a superá-las, com formação e assistência; para apurar a ineficácia e a ineficiência dos processos e substituí-los por outros mais adequados. Um processo credível de avaliação tem uma lógica de 360 graus. Envolve todos. Não deixa de fora os chefes, obviamente.
Classificar é seriar. Tão-só! Tendo aplicações e importância, não põe conhecimento onde ele não existe. Pode haver avaliação sem classificação. Mas não se deve classificar sem se avaliar. A obsessão dos nossos reformadores reside na classificação. Construíram uma fantasia com a qual julgam chegar ao fim sem abordar o inicial e o intermédio. O que têm produzido são grelhas de classificação mal feitas, a aplicar por processos e critérios que a gestão moderna há muito abandonou. Isto não provocará mudança organizacional. Isto vai gerar, por parte dos funcionários visados, o que a literatura da especialidade denomina por retaliação organizacional. Ou seja, oposição dissimulada e desmotivação generalizada, a última coisa de que necessitamos para melhorar os serviços. Quando tal acontece, é evidente que a culpa não reside nos funcionários, mas nos chefes e nos processos e sistemas que impõem. Sobre o essencial para reformar a função pública, continuará a pairar o silêncio do Olimpo. Quanto a avaliação do desempenho, pura e simplesmente não existe. Apenas bolsa da pesporrência retórica e oca dos novos justiceiros.
O que se conhece da grelha proposta para classificar os professores que concorrerão ao topo da carreira é paradigma do que acabo de afirmar. Está lá tudo: o atropelo grosseiro à lei; a evidência de que legislam por impulso, sem coerência nem norte (começaram por achar que 120 pontos eram o mínimo e já baixaram para 95); o primado do administrativo sobre o pedagógico (menosprezo escandaloso da docência e do conhecimento, que chega ao ridículo de valorar ou não um doutoramento em função do dia em que foi feito). É a burocracia posta num altar, que nenhum Simplex disfarça.
Professor do ensino superior

Publicado por João Norte em 11:09 AM | Comentários (60) | TrackBack

março 08, 2007

A mulher é a praga de que o homem não se livra.

Publicado por João Norte em 08:50 AM | Comentários (12) | TrackBack

março 06, 2007

Ainda que só por escrito e quase envergonhadamente, a senhora Ministra veio dizer que é preciso respeitar a autoridade do professor sem a qual não haverá sucesso no ensino.
Mais vale tarde do que nunca, e vai ser difícil recompor o que estragou na cabeça de muitas pessoas. Esperemos que aprenda alguma coisa, modere a sua arrogância e compreenda que não é pondo um polícia na sala de aula como há tempos defendeu, que melhora a indisciplina nas escolas.

Publicado por João Norte em 11:32 AM | Comentários (121) | TrackBack

março 05, 2007

Um museu de salazar / a minha opinião.

Um museu não é um local onde se guardam recordações. Um museu é um local onde se apresentam objectos de Valor (e aqui valor representa o que foi bem feito).
Um museu não é um espaço onde se guardam documentos ou objectos que sejam importantes para estudar uma época. Para isso existem os arquivos.
Por estas razões e por outras que tornariam este texto extenso, eu sou contra, radicalmente contra a criação de um museu dedicado a Salazar. Estamos a assistir por muitos meios a um revivalismo salazarista, desde colocá-lo como um dos portugueses mais importantes, a manifestações mais ou menos saudosistas.
A maioria dos portugueses conhece mal o que foi Salazar como político e como governante. Na sua propaganda, ele criou o seu mito. A escola então amordaçada nada esclareceu, depois do 25 de Abril, por uma espécie de pudor que nunca entendi, continuou a não esclarecer e a igreja foi e continua a ser a grande propagandista dos chamados valores do salazarismo.
A confusão e agitação que resulta hoje da abertura das fronteiras e do globalismo económico e político são comparadas à pasmaceira do tempo da ditadura sem se perceber que essa agitação resulta da própria liberdade de circulação e expressão. E, por isso, os saudosistas ignorantes clamam por “Salazares”
Há um trabalho urgente a ser feito nas escolas: o estudo histórico correcto d o que foi o período da ditadura económica e socialmente.
Para isso os documentos e objectos de Salazar são importantes, guardem-se em arquivos nacionais e não se utilizem para realçar saudosismos fascistas.

Publicado por João Norte em 09:28 AM | Comentários (108) | TrackBack

março 02, 2007

O hábito da leitura também se ensina.

33% dos estudantes universitários não lê jornais nem livros que não sejam os obrigatórios do curso.
Mais grave parece ser que a maioria destes estudantes são dos cursos de engenharia e medicina, aqueles que saem do ensino secundário com as notas acima de 18 valores.
A situação não é nova, o problema é manter-se e com tendência para se agravar. A culpa não é só deles, é também dos professores.

Ainda hoje há professores que foram meus alunos e se lembram de mim porque um dos trabalhos que eu lhes exigia era a leitura de um jornal diário que teriam de comentar na aula e um livro por período. Queixavam-se que era muito caro e resolviam isso recorrendo ao empréstimo. Mas, pelo menos, tinham de ler. ( eu era um professor chato!) os alunos acabavam por gostar, e muitos adquiriram os gosto pela leitura.

Publicado por João Norte em 10:54 AM | Comentários (360) | TrackBack

março 01, 2007

Finalmente alguém responsável começa a cpmpreender

Segundo O Correio da Manhã, a DREN (Direcção Regional de Educação do Norte), referindo-se às agressões ao9s professores, veio dizer que isto não pode continuar.
Finalmente, sendo embora só uma pequenina parte do Ministério da Educação, parece que alguém responsável começa a compreender que “ isto não pode continuar”
Quem anda pelas escolas, conversa com os alunos e com os pais, já há muito compreendeu uma coisa terrível; é que os alunos mal comportados e os pais irresponsáveis acham que têm o apoio ( talvez não se enganem) da Srª. Ministra.
Por isso eu e muitos outros temos reclamado a necessidade da Srª Ministra vir publicamente dizer “ Basta”. Esta senhora parece ainda não ter compreendido que, em última instância, é ela e o seu ministério que está a ser desrespeitado.
A senhora Ministra tem como objectivo reduzir o orçamento, impedir que os professores progridam, de atingirem os últimos escalões no momento da reforma e, criar uma via para a privatização do Ensino. Mas independentemente deste objectivos, quando um familiar invade a escola e vai agredir o professor na sala de aula, chegámos ao desrespeito total.

Publicado por João Norte em 05:00 PM | Comentários (860) | TrackBack