junho 23, 2007

Uma base de dados dos funcionários?

Que mais quer saber o governo sobre so funcionários? Todo o funcionário tem um processo pessoal onde constam todos os seus dados civis e conta bancária.
Nesse processo já diz quando e onde nasceu; onde mora; quem foi o pai e mãe; se casado ou é solteiro.
Que mais se quer saber? Se é homossexual? Ser dorme todas as noites com o conjugue? Quantas vezes faz sexo?
Há coisa que irritam!

Publicado por João Norte em 12:10 PM | Comentários (2) | TrackBack

junho 15, 2007

Os últimos livros que li.

Só hoje consegui entrar no blogue insinuações do amigo Raul e perceber o a pergunta que ele me lançava nos comentários.

Pois bem, aqui vão.

Máscaras de Salazar – Fernando Dacosta

O Herói Militar Português Em África – José Hugo Marques ( autor caldense)

Noites de Chuva e Estrelas – Maeve Binchy

Salir D’Outrora – Carlos Marques Querido ( autor caldense)

Combateremos a Sombra – Lídia Jorge.

Publicado por João Norte em 06:26 PM | Comentários (0) | TrackBack

As atitudes " sociais" do Vaticano.

As notícias são, geralmente, absurdas. O normal não faz notícia e, por isso, todos nós nos vamos habituando a ouvir e ver as coisas mais impensáveis.
Há pessoas cujos cargos que ocupam os deviam obrigar a pensar. Parece não ser assim. A sua estupidez sobrepõe-se às mais evidentes e humanas necessidades.
Refiro-me ao caso da AMI que na sua preocupação pelo bem dos outros chama a atenção para as mulheres que por violações ou casos de doença deveriam ter a possibilidade de abortar. Dá como exemplo as mulheres do Dafur que foram violadas pelos guerrilheiros e, seguidamente, por preconceitos de uma sociedade, que não sai do seu atraso religioso e étnico, ostracisadas pelos familiares por estarem grávidas.
Ora, logo vem o Vaticano pressionar os meios financeiros para retirarem os apoios à AMI.
Isto, vindo de uma instituição religiosa que se arroga representante de Cristo e cuja voz tem um grande peso nas consciências e resoluções mundiais é intolerável.

Publicado por João Norte em 02:56 PM | Comentários (2) | TrackBack

junho 13, 2007

Em dia de Santo António lembro-me sempre


As botas do Santo.


Quando era garoto, na minha aldeia, só eu e o Zezinho é que tínhamos botas. O Zezinho tinha tudo, era rico.
Eu tinha umas botas cardadas que pesavam muito. Quando ia para a escola e para a catequese não conseguia correr como os meus colegas descalços.
E quando brincávamos ao agarra-e-foge não conseguia competir. Isso deixava-me sempre ficar mal.
Então eu tirava as botas no caminho, e quando voltava calçava-me novamente
Um dia fui para a catequese e escondi as botas junto do ribeiro. Algum amiguinho meu, mas mais esperto do que eu, levou-me as botas.
Quando cheguei a casa, pensando que não me livrava duma tareia, inventei que tinha dado as botas ao Santo António que estava descalcinho.
O meu pai acenou com a cabeça com se tivesse acreditado e comprou-me outras botas (aquelas também já não eram novas)
Num dos domingos seguintes o meu pai também foi à missa. Eu só olhava para o chão encolhido nas minhas orações.
O meu pai tocou-me no braço, apontou para o Santo António e disse:
- Olha João, o Santo também perdeu as botas.


Publicado por João Norte em 12:48 PM | Comentários (5) | TrackBack

junho 11, 2007

Problemas da natalidade.


Os apelos dos economistas.

A crise nacional é generalizada, isto é, estende-se por todas as vertentes da sociedade embora não atinja todos.
O problema do financiamento da segurança social assusta todos os que, ao longo da vida de trabalho, fizeram os seu descontos, voluntariamente ou obrigados, e recebem ou contam receber a merecida reforma.
Muitas são as causas do desequilíbrio financeiro e muitas são as opiniões, nem todas bem intencionadas, para a sua solução. Não vale a pena apontar os erros passados dos governantes; são muitos, mas não voltam para trás. Quanto às medidas, geralmente, os economistas limitam-se a repetir a cartilha que estudaram nas faculdades. Um dos problemas apontados será a falta de natalidade: certamente! Porém, no que toca a Portugal, será correcto incentivar os casais a terem mais filhos? Que casais? Os milhares de jovens imigrados que não encontraram trabalho no seu país? - Façam filhos e coloquem-nos em Portugal?! E os que cá ficaram? – Façam filhos para o desemprego?! Penso que não será esta a medida eficaz. Será o crescimento da economia, a criação de emprego a reter os jovens e, então sim, os incentivos virão com a segurança do trabalho. Ninguém consciente irá fazer filhos sem ter segurança de os poder alimentar e para os pôr no desemprego.

Publicado por João Norte em 04:11 PM | Comentários (1) | TrackBack

junho 08, 2007

Escrita minha.

Algumas mulheres onzeneiras espalhavam boatos, cochichavam da vida, dos fatos novos ou velhos que alguns vestiam, dos namoros apimentados das filhas das outras, das dívidas dos vizinhos, dos amantes das viúvas novas, ou das mesinhas da bruxa do Valado que, segundo diziam, eram mais eficazes contra a moléstia dos porcos e maus-olhados, do que a água-benta e as ladainhas do padre João, e a quem este fazia grande guerra, quer nas homilias dominicais quer através do confessionário, mas sem sucesso. As beatas cumpriam as ave-marias das penitências, acenavam com a cabeça prometendo ao Senhor Prior não voltar à bruxa, mas à saída da porta da igreja havia sempre mais um caso para contar: a cura de alguém que estava tolhido no reumático e ficara de andar ligeiro; a porca da vizinha, que recusava os bacorinhos e os amamentara logo que bebera a xaropada da bruxa; ou a solteirona encalhada que agora amarrara o vizinho, dono de umas territas, depois de lhe ter posto na soleira da porta uma cabeça de alho, um ramo de alecrim queimado e uma ponta de corno de cabra preta, junto com terra do cemitério, como mandara a bruxa, etc. etc.
As mulheres aproveitava-se aquele momento de ajuntamento que raramente acontecia, para “confidências” importantes destes géneros, como se fizesse parte do ritual pôr em público a vida e as desgraças de cada um, mas no “segredo” da sagrada procissão, porque todas aquelas conversas eram segredos. Os segredos da aldeia correm mais que o vento, sabe-se tudo, e quando não se sabe inventa-se.

trecho de " O Vale do Moinho" a publicar no próximo Outono

Publicado por João Norte em 05:05 PM | Comentários (4) | TrackBack

junho 01, 2007

Dia das Crianças.

Podíamos dizer muita coisa sobre as crianças. Porém, muito que dissese seria sempre pouco.

RESPEITAM AS CRIANÇAS.

DEIXEM-NAS SER FELIZES.

Publicado por João Norte em 11:26 AM | Comentários (4) | TrackBack