Vou fazer férias. Entretanto deixo isto:
O Autor e a Papelaria Isabel
têm o prazer de convidar V. Ex.ª para o lançamento do livro
O Vale do Moinho de João Norte.
A apresentação será feita conjuntamente pelo Autor e por
Natividade Marques, Presidente da Junta da Freguesia de Alfeizerão.
O lançamento realizar-se-á no dia 02 de Setembro (Domingo), pelas 18h, na Casa do Pão-de-Ló (junto das Bombas), em Alfeizerão.
Para mais informações:
telemóvel: 962560660
e-mail: j.norte@netvisao.pt
Eu escuto o silêncio impossível
Das palavras cerradas que deste
Para guardar enquanto tu dormias.
E aquilo que sentias
Não era previsível.
A ignorância eram lâminas
Que cortavam o meu peito
Esse olhar do teu jeito
Inigmático e o disfarce ferem
Nas palavras que nunca se proferem.
Eu queria guardar este silêncio
Dentro de mim,
E ter a certeza que não mentias.
João Norte
Já vai longa a discussão e os comentários ao José Saramago e a sua apologia da integração na Espanha.
Esta ideia não é nova. Não é nova em Saramago, não será alheia ao seu casamento e fixação em Espanha. Não é nova como opinião política.
Penso que há aqui uma confusão entre passado e presente. Recupera-se uma ideia que vem desde Afonso X e, várias vezes tentada pelos vários monarcas tanto espanhóis como portugueses.
Eu também defendo que a Península devia constituir um todo político como constitui em termos geográficos. Talvez economicamente estivessem todos melhor. Mas isto era varrer a história, e a história com 800 anos não se varre. Os conflitos políticos afastaram os povos. Hoje são várias as identidades culturais e jamais será possível uma integração total. As deficiências dos nossos governos não se resolveriam com integração porque a vontade do povo não melhoraria. Resta aos governos e aos povos maior colaboração e uma prática de políticas comuns no espaço mais alargado que é hoje a União Europeia.
Quanto a Saramago quer é vender livros. Também eu queria!...
É mau o processo do governo em querer calar as vozes discordantes. É pior a actuação dos quadros intermédios “ mais papistas que o papa” É muito grave o medo que se vai instalando. As pessoas têm medo de dar a cara, de falar para as câmaras da televisão. Isto é muito grave!