Tenho ouvido e lido os maiores disparates a respeito ( ou falta dele) da lei que proíbe fumar em espaços públicos.
Respeito todas as opiniões dentro do razoável.
Todavia tenho de perguntar a alguns fumadores (argumentadores) se alguém proibiu de fumar. E lembrar-lhes que a liberdade de cada um de nós acaba onde começa a liberdade do outro.
Não é proibido fumar na sua própria casa, no seu carro, e na rua. E aqui já é um espaço de todos. É proibido fumar em espaços públicos. Ora para este espaço (espaço público) nem seria necessária a lei se os fumadores fossem suficientemente educados para perceberem que o seu acto pode incomodar os outros.
Por isso não venham mais fumadores evocar o conceito de liberdade para gritar contra a lei. Pensem, sejam educados e respeitem os outros.
Em 8 de Janeiro eu escrevi aqui o texto debaixo. Hoje, dizem os jornais, que o Senhor Governador sabia da compra das acções e dos investimentos (ilegais)do BCP.
O que irá o Senhor Governador dizer-nos? hoje?
O Senhor Governador!...
O Senhor Governador do Banco de Portugal é uma pessoa importante.
O Senhor Governador do Banco de Portugal é um trabalhador muito bem pago.
O Senhor Governador do Banco de Portugal é pago ao nível dos melhores do mundo.
O Senhor Governador do Banco de Portugal há anos que vem clamando a redução das despesas públicas.
O Senhor Governador do Banco de Portugal há anos que defende a redução do ordenados dos funcionários públicos.
O Senhor Governador do Banco de Portugal esquece que também ele é funcionário público.
O Senhor Governador do Banco de Portugal não fiscalizou as falcatruas e as ilegalidades que lhe competia fiscalizar.
Que contas dará agora o Senhor Governador aos portugueses que ganham pouco e pagam impostos?
Publicado por João Norte em 09:03 AM | Comentários (0) | TrackBack (0)
janeiro 05, 2008
Como se empobrece o País.
Hoje fui às compras. Nas Caldas da Rainha há um número enorme de supermercados, só num raio de 200 metros há 5 diferentes.
Isto levar-nos-ia a pensar que haveria concorrência e o cliente seria beneficiado. Nada mais ilusório!
Como ia dizendo fui às compras. Costumo ir sempre ao mesmo, questão de hábitos. Acontece que o habitual não tinha leite magro (as cotas da EU mataram as vacas). Não querendo forçar a mulher a beber leite meio gordo, fui a outro; ali havia. Comecei a fazer todas as compras que a minha mulher tinha pedido e reparei que uma garrafa de azeite, do que costumamos comprar, custou menos 5 cêntimos. Óptimo!... Acertei! Faltava-me um detergente de determinada marca. Não querendo contrariar as mulheres, lá fui a outro procurar o tal detergente. Mas olhei para as prateleiras e... a garrafa do mesmo azeite custava ainda menos 5 cêntimos. Tenho andado a ser roubado...pensei. E desatei a comprar tudo outra vez. Só em casa comparei os papéis. Corja de ladrões!... Só numa caixa de cerais, no tal que tinha o azeite barato, paguei mais 16 cêntimos.
Conclusão, não há concorrência nenhuma, há preços baralhados para baralhar o cliente. E como o cliente não vai correr os 10 supermercados da cidade para comprar um produto em cada lado, acaba por pagar o mesmo.
Corja de ladrões!...
E agora Oeste? Há anos que os investidores sonham com o aeroporto na Ota. A decisão do governo, hoje, veio lançar um balde de água fria no Oeste.
Embora, neste momento lamente, moro no Oeste, penso que os responsáveis autárquicos, mais do que ficarem a lamentar-se, devem procurar fazer do Oeste uma área de turismo e lazer limpo. O Oeste é riquíssimo em motivos culturais e históricos, as praias estão, ainda, razoavelmente conservadas, os aglomerados populacionais são relativamente pequenos. A febre dos lucros imobiliários e a construção desenfreada poderão pôr tudo a perder.
Uma das primeiras apostas para esta região será a linha-férrea do Oeste alargada e electrificada. Esperemos para ver a capacidade e posição da Associação de Municípios do Oeste.
Leio e ouço que as entidades responsáveis ponderam legislar sobre a velocidade máxima nos centros urbanos para 30 quilómetros por hora.
A ser publicado isto só vai dar azo à caça à multa. O condutor passa a não saber se está a circular num grande, médio ou pequeno centro; se a zona é ou não de grande afluência pedonal. Para o condutor poderá ser local de 60 km hora, para o polícia será de 30
Pergunta-se:
Deixará de haver sinais de trânsito? Já não há quem os faça? Se há para que é a lei?
Isto lembra-me uma quase anedota. O ano passado estive alguns dias em Inglaterra; conversando com amigos do meu filho que vive lá, colocou-se a questão de saber qual o condutor que passaria em primeiro lugar num cruzamento, isto é 4 estradas.
Os ingleses não entendiam. Há sinais (diziam eles). E se não houver, perguntávamos nós. Isso não existe, há sempre sinais, tem de haver sempre. Diziam eles.
Para os ingleses era inconcebível não haver sinais que esclarecessem as dúvidas. Só em Portugal!
O Senhor Governador do Banco de Portugal é uma pessoa importante.
O Senhor Governador do Banco de Portugal é um trabalhador muito bem pago.
O Senhor Governador do Banco de Portugal é pago ao nível dos melhores do mundo.
O Senhor Governador do Banco de Portugal há anos que vem clamando a redução das despesas públicas.
O Senhor Governador do Banco de Portugal há anos que defende a redução do ordenados dos funcionários públicos.
O Senhor Governador do Banco de Portugal esquece que também ele é funcionário público.
O Senhor Governador do Banco de Portugal não fiscalizou as falcatruas e as ilegalidades que lhe competia fiscalizar.
Que contas dará agora o Senhor Governador aos portugueses que ganham pouco e pagam impostos?
O Jornal Público de hoje (5 de Janeiro 2008) faz título de 1ª página “ Situação financeira das famílias ao nível mais baixo dos últimos 4 anos”
Eu penso que há mais anos que o nível financeiro das famílias vem baixando.
Nesta política pseudo-socialista, e não é uma crítica só ao Partido Socialista é a todos os governos de há vários anos.
Façamos este pequeno exercício. A inflação tem se situado em média à volta de 2,5% ano.
Os governos, na tal política que eu chamo de pseudo-socialista, demagogicamente aumentaram os de rendimentos muito baixos com percentagens à volta ou levemente superior à inflação, mas ignoraram completamente aqueles que eles intitulavam de “classe média) aumentando o fosso enorme entre os podres e os ricos.
Vejamos melhor:
Quem ganhava 300 euros há 5 anos, aplicando-lhe 2,5% de aumento ganhará agora 335 euros (contas redondas). Continua tão pobre como era.
Os que ganhavam em média 2000 euros perderam cerca de 270, isto é passaram a ganhar 1730 euros.
O país melhorou? Não! Ficou com mais pobres.
Correcto, em meu entender, seria manter o poder de compra à chamada classe-média e aumentar os mais pobres muito acima de inflação. Exp. Se os que ganhavam 300 euros tivessem sido aumentados não a 2,5% mas a 10% estariam hoje com cerca de 450.
Resumindo, 5% de 3000 são 150; 5% de 300 são só 15 e nada, neste caso, é negativo.
Perguntas que às vezes me ocorrem.
Em que pensa uma mulher quando pinta os lábios frente ao espelho?
Passada a euforia que sempre nos causam as datas, tudo volta ao real. Gostava de deixar aqui muita esperança que, no novo ano, tudo fosse melhor. A esperança eu deixo, a crença não consigo. Haja saúde! Porque em termos económicos, em políticas nacionais e estrangeiras as esperanças são poucas. Os pobres continuarão mais pobres, os ricos a enriquecer mais. O dinheiro fará a lei. Os que reclamarem serão ignorados, afastados ou abatidos. O cinismo será a face mais visível dos governantes.
Desculpem-me. Oxalá me engane.