Olho o passado
E vejo nuvens,
Farrapos.
Restos de esforço empurrado,
no parto da vida.
Obstáculos derrubados, paredes erguidas
Em cada dia.
Numa porfia
esgotante, constante.
Rasgo os restos da poesia.
Rasuro as palavras,
que se colam à minha pele.
Afasto do meu corpo molhado
O teu suor.
Quero apenas ficar com o teu amor.
João Norte
Publicado por João Norte em julho 4, 2005 04:27 PM