outubro 12, 2006

Vida inventada

Sinto a vida a esvair-se
Por entre as brumas dos Invernos
Já se agitam as sombras da eternidade
Ganham forma as coisas deste mundo.
Ao sopro dos ventos, em cada gesto
da consciência do homem,
Que vem do sono profundo
das palavras,
Que nasceram do amor,
Do primeiro acto e se foi gerando.
Sopram os ventos em cada gesto criador.
No esforço da composição do verso,
Faz-se a luz nos templos do Universo.
Na Natureza que nos alimenta os sentidos.
A cada passo escuto o amor,
Que se manifesta na grandeza do processo
Que faz pensar nos caminhos
Que só Deus conhece.
E vivo neste erro em que o poeta
Inventa seus dias,
Enquanto quer viver,
Cantando as tristezas e alegrias.


João Norte


Publicado por João Norte em outubro 12, 2006 11:59 AM
Comentários
um besito, jonas. Afixado por: cândida em janeiro 3, 2007 07:35 PM
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