Para muitos dos portugueses de hoje, o feriado de um de Dezembro é apenas um dia sem trabalho. O sentido histórico foi-se perdendo, ou porque alguns entendem que festejar a Restauração é uma agressão aos espanhóis, ou porque sendo, hoje, ambos os países membros da União Europeia, isso não faz sentido.
Eu não sou um nacionalista no sentido negativo do termo, acho que perdemos o ensino da história e, com ele, o sentimento de pertença a uma cultura.
Porém, para alguns, especialmente os monárquicos, o um de Dezembro é festejado como a restauração da monarquia.
Acho isto um erro. O que foi restaurado foi a liberdade de um povo independentemente do regime que o governava.
Parece-me que se tem desvalorizado demasiado este aspecto. Mas depois da atitude a que temos assistido por parte de alguns ditos (por si próprios) republicanos de bajulice ao Sr. Duarte Nuno, já nada me espanta.
Não tenho nada contra o Sr. Duarte Nuno, é um homem simpático. Fiz com ele uma viagem de visita a Marrocos, conversámos e discutimos muito, eu sempre o tratei por Sr. Duarte Nuno e ele sempre manteve a mesma simpatia.
A nossa República tem quase 100 anos e não penso que voltaremos a ter monarquia. Nunca aceitei que os homens nasçam diferentes, nem vejo que o Sr. Duarte Nuno represente seja o que for neste país.
Por isso, fiquei espantado há dias quando vi o Manuel Alegre abraçado ao livro do Sr. Duarte Nuno (livro sobre a monarquia do Sr. Duarte) como já tinha ficado espantado com Mário Soares no baptizado do Afonsinho em cerimónia especial.
Com republicanos destes, o Sr. Duarte Nuno tem razão, a República não serve.