Somo um povo com características muito próprias. Antes de mais somos todos narcisos, todos temos como ponto de focagem o nosso umbigo. Pouco dotados de personalidade própria, talvez por séculos de subserviência aos poderosos, estamos sempre prontos a um esgar de lamechice e de graxa, se nisso vemos hipóteses de alguma porta para um poderzito. Uma vez aí chegados, cada um é um rei, e a primeira coisa a fazer é desancar naqueles que ontem foram colegas e criarmos a nossa corte de familiares e amigos que logo se transformarão em aduladores da nossa pessoa.
É um ciclo em que vegetamos há séculos e do qual parece não sermos capazes de sair.
A Fachada! A Propaganda!
Não há planos que durem mais do que o pequeno reinado de cada um. Não há sentimento e responsabilidade de comunidade, é engordar enquanto dura e quem vier atrás feche a porta ou empurre o lixo para o tapete do outro.
A nossa sociedade se constitui em dois grupos: os que têm acesso ao poder e se engordam uns aos outros desmesurada e descaradamente; os que pagam calados, subservientes, à espera que um dia cheguem umas migalhas, quem sabe aquele que, agora, lá está e manda, se lembre de mim e também eu possa ser um reizinho.
Assim ninguém se responsabiliza. O país segue dentre de momentos!
Reflexão de início de ano.