Os apelos dos economistas.
A crise nacional é generalizada, isto é, estende-se por todas as vertentes da sociedade embora não atinja todos.
O problema do financiamento da segurança social assusta todos os que, ao longo da vida de trabalho, fizeram os seu descontos, voluntariamente ou obrigados, e recebem ou contam receber a merecida reforma.
Muitas são as causas do desequilíbrio financeiro e muitas são as opiniões, nem todas bem intencionadas, para a sua solução. Não vale a pena apontar os erros passados dos governantes; são muitos, mas não voltam para trás. Quanto às medidas, geralmente, os economistas limitam-se a repetir a cartilha que estudaram nas faculdades. Um dos problemas apontados será a falta de natalidade: certamente! Porém, no que toca a Portugal, será correcto incentivar os casais a terem mais filhos? Que casais? Os milhares de jovens imigrados que não encontraram trabalho no seu país? - Façam filhos e coloquem-nos em Portugal?! E os que cá ficaram? – Façam filhos para o desemprego?! Penso que não será esta a medida eficaz. Será o crescimento da economia, a criação de emprego a reter os jovens e, então sim, os incentivos virão com a segurança do trabalho. Ninguém consciente irá fazer filhos sem ter segurança de os poder alimentar e para os pôr no desemprego.