As notícias são, geralmente, absurdas. O normal não faz notícia e, por isso, todos nós nos vamos habituando a ouvir e ver as coisas mais impensáveis.
Há pessoas cujos cargos que ocupam os deviam obrigar a pensar. Parece não ser assim. A sua estupidez sobrepõe-se às mais evidentes e humanas necessidades.
Refiro-me ao caso da AMI que na sua preocupação pelo bem dos outros chama a atenção para as mulheres que por violações ou casos de doença deveriam ter a possibilidade de abortar. Dá como exemplo as mulheres do Dafur que foram violadas pelos guerrilheiros e, seguidamente, por preconceitos de uma sociedade, que não sai do seu atraso religioso e étnico, ostracisadas pelos familiares por estarem grávidas.
Ora, logo vem o Vaticano pressionar os meios financeiros para retirarem os apoios à AMI.
Isto, vindo de uma instituição religiosa que se arroga representante de Cristo e cuja voz tem um grande peso nas consciências e resoluções mundiais é intolerável.