Já vai longa a discussão e os comentários ao José Saramago e a sua apologia da integração na Espanha.
Esta ideia não é nova. Não é nova em Saramago, não será alheia ao seu casamento e fixação em Espanha. Não é nova como opinião política.
Penso que há aqui uma confusão entre passado e presente. Recupera-se uma ideia que vem desde Afonso X e, várias vezes tentada pelos vários monarcas tanto espanhóis como portugueses.
Eu também defendo que a Península devia constituir um todo político como constitui em termos geográficos. Talvez economicamente estivessem todos melhor. Mas isto era varrer a história, e a história com 800 anos não se varre. Os conflitos políticos afastaram os povos. Hoje são várias as identidades culturais e jamais será possível uma integração total. As deficiências dos nossos governos não se resolveriam com integração porque a vontade do povo não melhoraria. Resta aos governos e aos povos maior colaboração e uma prática de políticas comuns no espaço mais alargado que é hoje a União Europeia.
Quanto a Saramago quer é vender livros. Também eu queria!...