O Jornal Público de hoje (5 de Janeiro 2008) faz título de 1ª página “ Situação financeira das famílias ao nível mais baixo dos últimos 4 anos”
Eu penso que há mais anos que o nível financeiro das famílias vem baixando.
Nesta política pseudo-socialista, e não é uma crítica só ao Partido Socialista é a todos os governos de há vários anos.
Façamos este pequeno exercício. A inflação tem se situado em média à volta de 2,5% ano.
Os governos, na tal política que eu chamo de pseudo-socialista, demagogicamente aumentaram os de rendimentos muito baixos com percentagens à volta ou levemente superior à inflação, mas ignoraram completamente aqueles que eles intitulavam de “classe média) aumentando o fosso enorme entre os podres e os ricos.
Vejamos melhor:
Quem ganhava 300 euros há 5 anos, aplicando-lhe 2,5% de aumento ganhará agora 335 euros (contas redondas). Continua tão pobre como era.
Os que ganhavam em média 2000 euros perderam cerca de 270, isto é passaram a ganhar 1730 euros.
O país melhorou? Não! Ficou com mais pobres.
Correcto, em meu entender, seria manter o poder de compra à chamada classe-média e aumentar os mais pobres muito acima de inflação. Exp. Se os que ganhavam 300 euros tivessem sido aumentados não a 2,5% mas a 10% estariam hoje com cerca de 450.
Resumindo, 5% de 3000 são 150; 5% de 300 são só 15 e nada, neste caso, é negativo.