Abriu o sinal.
E ninguém passou.
Do comboio que devia trazer-te
Nem os ruídos se ouvem nos carris.
Faltou!
Como tu faltas-te novamente.
Apenas o silêncio da tua ausência
Fere os meus ouvidos.
Há vagidos do vento,
Fustigando os tímpanos
Do meu desalento.
As sombras vão cobrindo o horizonte.
E o rio, aqui de fronte,
Canta na corrente.
A música do rio é constante.
O rio não tem tempo.
O rio não espera,
Como eu esperei por ti.
O rio é amado.
Não é amante.
João Norte
Publicado por João Norte em fevereiro 14, 2008 05:41 PM | TrackBack