Não conheço na íntegra o acordo ortográfico assinado entre Portugal e o Brasil.
No entanto, já li e ouvi tanta opinião que já não tenho vontade de ler.
Por mim acho que é desnecessário e inútil. Para uniformizar as duas línguas séculos de trabalho nunca chegariam ao fim.
Para mudar a grafia de meia dúzia de palavras será necessário tanto alarido? Que importa se escrevo “facto ou ótimo”? Ainda não há muito tempo escrevia-se “pharmacia” Os brasileiros empregam centenas de termos que nós não usamos. O que importa se uns dizem autocarro e outro ónibus? Acaso não se encontra nas nossas ruas “ Bus” Há já quem clame “ como ensinar na escola”? Porque não hão-de os nossos jovens aprender que autocarro, onibus, bus ou machimbombo são a mesma coisa? Comboio e trem não se usaram sempre?
A riqueza da língua está na diversidade e não na uniformização.
Claro que os “gramáticos” virão já em defesa das regras, da estrutura, como se uma estrutura fosse, na verdade, uma coisa imutável. Antes de mais, uma língua fala-se!